Max Payne (2008) – 100 min.

Direção: John Moore.
Roteiro: Beau Thorne, Sam Lake (jogo).
Elenco: Mark Wahlberg, Mila Kunis, Beau Bridges, Ludacris, Chris O’Donnell, Amaury Nolasco, Olga Kurylenko.
Gênero: Ação, Policial.

Sinopse: Max Payne (Mark Wahlberg) é um policial atormentado pela perda trágica de sua família. Paralelamente, ele investiga uma série de assassinatos misteriosos. Seu mentor, B.B. Hensley (Beau Bridges), o ajuda a capturar os responsáveis pela morte de seus familiares.

Já se tornou clichê falar mal de adaptação de games para o cinema, sempre que um novo filme deste tipo é lançado todos já ficam com um pé atrás. Max Payne lamentavelmente, apesar de ter tido um trabalho muito bonito tecnicamente, não conseguiu fugir a regra. Um roteiro fraco, trama tediosa, personagens e atores sem empatia alguma e no final das contas apenas uma perda de tempo. Não consigo conceber a idéia de um filme de ação (policial também eu sei) que dá sono, por pior que seja a história acho isso inadimissível.

Baseado num dos melhores games que já joguei (e zerei!), Max Payne traz a história de um policial que teve sua mulher e filho assassinados de forma trágica e tenta a todo custo procurar os responsáveis. Tanto no game quanto no filme – que até manteve algumas coisas bem semelhantes – vemos tudo indo de encontro a um grande conspiração em torno de uma droga sintética que deixa os usuários bem alucinados.

O jogo fez muito sucesso por utilizar bem o recurso de “bullet time” e ter muita ação, tiros e interação com o jogador. O filme não nos traz muito disso, além de algumas cenas em câmera lenta – que de tão lenta nos deixa ver como a mira dos vilões deste tipo de filme é ruim – e algumas localizações bem fieis ao game. A cena inicial do metrô é uma cópia perfeita, e é também no início do filme o único momento de ação mesmo, depois disso somos levados a uma jornada tediosa de quase 1 hora.

A trama de tão fraca deixa tudo bastante claro em poucos minutos e não é preciso se esforçar muito para descobrir o vilão, a história e tudo mais. Fora isso Mark Wahlberg não transmite muito carisma, os personagens coadjuvantes também são muito fracos e você em nenhum momento se importa com a história. Temos muitos personagens interpretados por atores de seriados (Prison Break, Heroes) que nem vale a pena citar. Fora isso tem a participação da “Bond Girl Olga Kurylenko que é praticamente dispensável, fora o vestidinho que ela usa (já estou imaginando o tapa em ‘bullet time’ que vou levar em casa). Outra coisa difícil de engolir é a ‘parceira’ de Max Payne interpretada pela Mila Kunis (Ressaca de Amor), sintonia zero entre os dois.

Apesar de termos um trabalho técnico bonito com algumas cenas inovadoras e fiéis ao game, o filme é ruim demais para ser recomendado, tanto para fãs de filmes policiais e de ação, quanto para os fãs do game. A trama tediosa, a história fraquíssima e as atuações que beiram ao ridículo fazem de Max Payne um dos piores filmes que vi esse ano. Não perca seu tempo com essa historinha ridícula, vá atrás do game e saia atirando em tudo que se mexer que você irá se divertir muito mais.

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