Sicko – S.O.S Saúde.

Direção: Michael Moore.
Roteiro: Michael Moore.
Ano: 2007 (EUA) / 2008 (Brasil).
Gênero: Documentário.
Tempo: 123 min.

Sinopse: Michael Moore, de FAHRENHEIT 11 DE SETEMBRO, investiga a indústria dos planos de saúde nos EUA, comparando seu sistema ganancioso com o de outros países de primeiro mundo.

Muitas pessoas se ‘tremem‘ e torcem o nariz quando ouvem a palavra “Documentário“. Para muita gente isso é sinônimo de um ‘filme/vídeo‘ chato, entretanto, quando temos à frente Michael Moore a coisa muda totalmente de figura. Sempre bastante polêmico e com um humor negro e ácido, seus documentários são esclarecedores e ‘fáceis‘ de serem assistidos. Para não dizer que somente seus documentários são bons, temos como exemplo “Super Size Me” que é fantástico e nos mostra o mundo dos Fast-Foods, em especial a Mc Donald´s. Documentário já é algo bastante “assistível” e até divertido atualmente.

Em Sicko, Michael Moore investiga a indústria dos planos de saúde nos Estados Unidos, sempre em busca de mais lucros, e mostrando diversos casos em que a última coisa que os hospitais e médicos americanos se importam é com o bem estar e saúdes dos cidadãos. Para quem necessita dos cuidados do serviço público dos EUA a situação então é muito pior.

Ele compara o sistema americano com outros países como Canadá, Inglaterra, França e até Cuba! O resultado disso é um disparate incrível na forma que as pessoas destes países são tratadas, e principalmente, o quanto eles tem que pagar para serem atendidos. Claro que ele já sabendo de tudo utiliza um sarcasmo incrível, sempre parecendo muito surpreso, para causar um certo espanto em quem está assistindo.

Alguém pode perguntar se vale a pena ver um filme desses que fala sobre o sistema de saúde americano. Só posso lhes dizer que vale muito a pena, afinal, se eles estão ruins assim sendo o 35º país no Ranking de “Saúde“, imagine nós aqui que estamos bastante abaixo do 100º lugar? Claro que tudo isso devido à nossa situação econômica, falta de saneamento básico e zilhares de coisas mais que todos já sabemos. Mesmo assim, vendo este filme, parece que o SUS consegue ser melhor do que o sistema de saúde público dos Estados Unidos, para vocês terem idéia.

Michael vai mostrando argumentos para comprovar que na verdade o que ocorre é um sucateamento do sistema de saúde público, para que cada vez mais os planos de saúde e a indústria farmacêutica enriqueçam. Ele traz casos gravíssimos em que muitas pessoas morreram, outro teve que escolher entre recuperar um dedo por 12 mil dólares ou outro por 60 mil. Sem contar que temos depoimentos seríssimos de pessoas que já trabalharam para estes planos e contam coisas estarrecedoras, que no fundo no fundo, todo mundo já sabe que realmente deve funcionar semelhante ao mostrado no documentário.

O filme esclarece algumas coisas, tem suas piadas de humor negro, tem o sacarmo inconfundível de Michael Moore como em seus antecessores “Tiros em Columbine” e “Farenheit 11 de Setembro” e acredito que valha a pena você dar uma conferida. Existe muita coisa ali que é exagerada de propósito e talvez tenha uma ou outra coisa que não aconteça literalmente da forma apresentada, ainda sim o resultado é muito bom.

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