Corrida Mortal (Death Race)

Direção:
Paul W.S. Anderson
Roteiro: Paul W.S. Anderson
Elenco: Jason Statham, Joan Allen, Ian McShane, Tyrese Gibson, Natalie Martinez, Jacob Vargas, Jason Clarke, Max Ryan.
Ano: 2008.
Gênero: Ação, Aventura, Violência.
Tempo: 89 min.

Sinopse: Jensen Ames (Jason Statham) é um condenado por crimes que é forçado pela diretora de uma notória penitenciária (Joan Allen) a competir no esporte mais popular da época: uma corrida de carros na qual internos devem matar uns aos outros pela vitória.

Baseado em um filme ‘cult‘ de 1975 (Death Race 2000) “Corrida Mortal (Death Race)” chega aos cinemas prometendo muito adrenalina, violência e ação. O ator Jason Statham é mestre e figurinha carimbadíssima em filmes deste gênero. Apesar de todas as promessas e de as cenas de ação serem sem sombra de dúvidas fantásticas, o filme deixa um pouco a desejar na trama e possui algumas sequências tediosas.

Fui conferir com Ramon que tinha o contato para a pré-estréia do filme já devidamente preparado. Comprei minha pipoca, “desliguei meu cérebro” e fui disposto a me divertir com o filme. Só que, tirando as cenas de ação nas corridas – que me lembraram inclusive um game que jogava antigamente – o restante é muito fraco. Toda a trama do filme você desvenda logo no início além de que, a forma como as coisas se resolvem também não é muita boa.

A trama se ambienta em 2012 onde, após uma terrível crise de desempregos, os índices de criminalidade chegam a números alarmantes. Com o sistema penitenciário prestes a entrar em colapso, as penitenciárias são bancadas por empresas privadas. Com o intuito de “entreterem” a população é criada a corrida da morte, um reality show sangrento. Os condenados a assassinato disputam essa corrida onde quem vencer 5 provas ganha um indulto de liberdade, aos perdedores só lhes restam a morte.

Jensen Ames (Jason Statham, Adrenalina), um operário e ex-piloto de corridas é incriminado pela morte de sua esposa e vai parar na penitenciária da diretora Hannessey (Joan Allen). Ela lhe faz uma proposta ‘irrecusável‘ e consegue persuadí-lo a participar da corrida. A mesma desculpa que utilizaram na história para colocarem mulheres, belas mulheres, para serem as ‘navegadoras‘ ajudantes dos pilotos, não deixa de ser a mesma desculpa para elas aparecerem no filme. Sem contar que elas também são presidiárias, com certeza numa penitenciária que abriga top models.

Dei risada algumas vezes, afinal tem umas boas piadas, poucas mais existem. A verdade é que a cada tedioso e insosso diálogo, eu torcia para que a corrida começa-se logo ou então o filme terminasse de uma vez. A trama é muito infantil e de bom mesmo só ficam as cenas na corrida. Tem algumas inclusive de tirar o fôlego. Acredito que se você tem entre 12 a 16 anos vai adorar este filme, eu já passei da idade de me impressionar com roteiros fracos e achar que um filme vale a pena apenas pelas sequências de explosões e tiros. Quer assistir um filme de ação “sem noção” também mas divertídissimo? Assista “Mandando Bala!” ou então “Adrenalina“, este último inclusive com o próprio protagonista deste filme.

No geral um filme apenas regular, não temos nenhuma novidade na história e as cenas de ação não conseguem fazer de “Corrida Mortal” um ótimo entretenimento. Na verdade, se o filme fosse um jogo de videogame seria muito melhor. O primeiro que eu iria querer ver ser metralhado ou explodido em uma corrida dessas seria o diretor e roteirista Paul W.S. Anderson, que, apesar de ter em mãos uma equipe que transpira filme de ação, conseguiu fazer um filme que nos intervalos das pistas causa sono e tédio.

Related Posts with Thumbnails

Analista de Sistemas, amante da sétima arte desde os tempos imemoriais e com muito sangue nerd fervilhando em veias hipertensas, fundou o Porra, Man! com o intuito de comentar sobre cinema de forma descomplicada e fácil de entender. Nas horas vagas torce prum time que nunca vence e mata monstros que não existem.