Nome de Família (The Namesak)

Direção: Mira Nair.
Roteiro: Sooni Taraporevala, Jhumpa Lahiri.
Elenco: Kal Penn, Irfan Khan, Tabu, Jacinda Barrett.
Ano: 2006 (Índia/EUA) / 2007 (Brasil).
Gênero: Drama.
Tempo: 122 min.

Sinopse: O indiano Ashoke Ganguli resolve ir estudar nos EUA nos anos 70. Dois anos depois, ele volta à terra natal para ser apresentado à noiva, a jovem Ashima. O filme mostra a tragetória dos indianos até os tempos atuais, também focando os dramas e as tentativas de adaptação na sociedade norte-americanas dos filhos, principalmente o arquiteto Gogol.

A Índia é um dos muitos paises que me geram um certo fascínio e também curiosidade, e nada melhor do que ver um filme que mostra um pouco da cultura e da história deste pais pelas ‘mãos’ de uma cineasta indiana. Mira Nair dirigiu em 2001 um outro filme que também mostrou a rica cultura de seu país, que foi o “Casamento a Indiana“. Em Nome de Família (Namesak) vemos o choque cultural dos costumes e tradições indianos com a vida no ocidente.

O filme é daqueles de se emocionar com a bela história e suas passagens marcantes. Ele mostra a vida de uma família indiana que veio morar e ganhar a vida nos estados unidos, desde os anos 70, passando através de uma geração da família. Ashoke Ganguli (Irfan Khan), depois de casar-se com Ashima (Tabu) em um casamento arranjado por suas famílias, vai para os Estados Unidos. E é lá que eles vão ter que criar seus filhos, numa nova cultura totalmente diferente da que eles estão acostumados a viver.

O trama acompanha aproximadamente 30 anos nesta família, e um dos principais protagonistas é o filho mais velho do casal Gogol (Kal Penn) – que já vi em algum filme besteirol – criado nos costumes da sociedade norte-americana e que fica tentando se adaptar a estes costumes e também compreender os hábitos e tradições de “seu povo”.

Nome de Família é um filme que explora bastante o lado da indentidade cultural, familiar e social das pessoas. Com uma história bastante forte e comovente, prende sua atenção do início ao fim do filme, mesmo ele tendo 122 minutos e passando por vários anos e transformações durante a exibição. O elenco do filme trabalha muito bem e no final a mensagem que Mira Nair quis deixar fica bastante visível.

Não existe nada de excepcional nas “lições” ou demonstrações que o filme nos mostra, não temos nenhum momento genial ou de outro mundo, mesmo assim é um ótimo filme. Para quem gosta de filmes emotivos e inteligentes, e também que explora o lado de choque de culturas, lições de família vale muito a pena, eu particulamente achei um ótimo filme. Só não recomendo para quem gosta de filmes mais ágeis ou com mais adrenalina.

Curiosidades:

Pesquisando sobre o filme encontrei algumas curiosidades…

  • Uma das mais interessantes é que foi cogitada a participação Natalie Portman e Kate Hudson para interpretar Maxine, uma das namoradas de Gogol (Kal Penn) no filme.
  • A indicação de Kal Penn para o papel principal do filme foi vinda do filho da diretora Mira Nair, que adorou sua participação no filme de comédia “Madrugada Muito Louca“. Apesar dele só ter feito basicamente comédias besteróis, neste drama ele faz um excelente papel.
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