Na Natureza Selvagem (Into the Wild)

Na Natureza Selvagem (Into the Wild)

Direção: Sean Penn.
Roteiro: Sean Penn adaptando livro de Jon Krakauer.
Elenco: Emile Hirsch, Marcia Gay Harden, William Hurt, Jena Malone, Catherine Keener, Vince Vaughn, Kristen Stewart, Hal Holbrook.
Ano: 2007 (EUA) / 2008 (BRA).
Gênero: Biografia, Drama.
Tempo: 140 min.

Sinopse: Depois de se graduar na Universidade de Emory em 1992, Christopher McCandless (Hirsch), estudante de topo e atleta, abandona as suas posses, oferecendo as suas poupanças de 24 mil dólares à caridade, para ir viver para o Alasca. Ao longo do seu caminho, Christopher encontra uma série de personagens que dão forma e sentido à sua vida. Baseado numa história verídica e no bestselling literário de Jon Krakauer.

Tive que me deslocar até a um cinema de arte aqui em Salvador para poder conferir “Na Natureza Selvagem (Into the Wild)“, e tenho que dizer que valeu extramamente a pena, pois o filme é simplesmente fabuloso, pura arte (vale a redundância). Muito bonito e um trabalho excelente de Sean Penn, mais conhecido por seus trabalhos como ator.

O filme é baseado em uma história real escrita em um livro de mesmo nome por Jon Krakauer. O escritor contou em seu livro a história e trajetória do jovem Chris McCandless, que andou pelos mais remotos locais dos Estados Unidos, atrás de liberdade e respostas, ou seria também uma fuga? Se fosse para analisar a história deste jovem eu poderia dizer que em alguns momentos ele era na verdade um pouco alucinado, lunático, afinal queimar dinheiro não é coisa de gente normal.

Chris largou sua vida bastante estável, abandonou tudo e foi em busca de liberdade, respostas e aventura. Com o Alasca como seu longiquo e selvagem destino fixo na mente, ele passou por diversos locais em seu pais. Deixou para trás inclusive sua identidade, passando a ser Alex Supertramp. Durante sua trajetória ele conheceu diversas pessoas, com quem pode aprender e ensinar também um pouco sobre a vida.

O elenco está muito bem no filme, o jovem Chris/Alex Supertramp é interpretado espetacularmente por Emile Hirsch (Speed Raver, Show de Vizinha). Jena Malone (Donnie Darko) faz sua irmã, que na maior parte do tempo está narrando algumas passagens da trajetória de seu irmão. Seus pais, que são um dos motivos dele abondar tudo, são interpretados por Marcia Gay Harden (O Nevoeiro) e William Hurt (O Incrível Hulk). Temos ainda uma pequena e divertida participação de Vince Vaughn (Separados pelo Casamento), uma passagem rápida e estonteante da jovem Kristen Stewart (Jumper) e uma linda atuação de Hal Holbrook, que foi indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante.

Hirsch, para fazer algumas cenas, perdeu muito peso para interpretar Chris McCandless. Ficou pele e osso. Inclusive ele não permitiu a participação de dublês, fazendo todas as cenas. Se entregou mesmo ao personagem. O filme conta ainda com belas fotografias, como não podia deixar de ser, da natureza e dos locais em que ele foi passando. A história de McCandles é conhecida por muitas pessoas e eu posso até falar que não concordo 100% com seus pensamentos, ou seus atos, mas posso afirmar que o filme é bastante comovente.

A trilha sonora composta por Eddie Vedder do Pearl Jam (que trabalhou solo neste filme) é fantástica. Assim como Sean Penn ele também tem seu forte lado político, e se Penn nos mostra isso no filme Eddie Vedder nos presenteia com excelentes canções que também afirmam sua forma de pensar. Um filme completo para quem gosta do gênero e que além da indicação a dois Oscars, foi indicado e também venceu diversos prêmios.

Há quem não goste de filmes biográficos e de drama, acredito que para essas pessoas ele possa parecer um pouco “parado“. Para mim foi excelente e com certeza um dos melhores que vi este ano. A história é muito comovente, a dedicação de Hirsch e sua atuação são sensacionais, assim como a de Hal Holbrook (que me emocionou demais em duas passagens), a fotografia do filme é linda, a trilha sonora é bacana e Sean Penn mandou muito bem. O resultado não podia ser outro, 5 controles com toda a certeza!

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Author: Marcio Melo

Analista de Sistemas, amante da sétima arte desde os tempos imemoriais e com muito sangue nerd fervilhando em veias hipertensas, fundou o Porra, Man! com o intuito de comentar sobre cinema de forma descomplicada e fácil de entender. Nas horas vagas torce prum time que nunca vence e mata monstros que não existem.

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15 Comments

  1. 1 – A primeira coisa que eu fiz quando cheguei em casa depois do filme foi baixar a trilha.
    2 – Esse Hal Holbrook é incrível. A participação dele é das mais emocionantes que eu já vi
    3 – O filme tem 2 grandes trunfos: mexe com o sentimento intríseco em todo ser humano de querer jogar tudo pro alto e fugir; e mostra belíssimas imagens, numa verdadeira aula de fotografia cinematográfica.
    4 – Viu no Aliança Francesa? Belo cinema. Aliás, os circuitos de arte de Salvador estão com ótima estrutura. O melhor é o da Ufba e o do MAM.
    5 – pronto.

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  2. Rodrigo, a culpa foi sua por ter ido assistir, ficou falando tanto nos comentários.

    Eu vi no cinema do MAM. Adoro aquele lugar. Na aliança francesa fui ano passado ver uma mostra de curtas.

    []´s!

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  3. Cara, leia o livro. Tirando as experiência pessoais do autor que ocupam várias páginas, vale a pena. Comprei baratinho no estante virtual.

    Se quiser me manda seu endereço por e-mail que eu te envio.

    Abraços.

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  4. “…uma passagem rápida e estonteante da jovem Kristen Stewart…”

    !?

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  5. Thiago vou procurar o livro, já que é baratinho não precisa se dar ao trabalho de enviar.

    ….

    Já vi que vou apanhar pela passagem que deixei no post

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  6. Assistir este filme deveria ser obrigatório…

    Mudou minha forma de encarar a vida, de verdade… Sem falar na trilha sonora, completa composta por Eddie Vedder, pra quem é fã do Pearl Jam como eu, é simplesmente fodástico!

    []’s
    Compulsivo

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  7. Porra man, vc me surpreende quando da 5 estrelas a um filme desse tipo. O filme realmente é muito bom.

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  8. as vezes acho meio forçado esse lance de atores dirigindo, mas saen penn mandou bem. as musicas do eddie vedder deviam fazer parte da discografia dele. baixei elas logo depois de ver o filme. ao final do filme, mostra uma foto do verdadeiro christopher. ele é excessivamente parecido com emile hirsch, que fez uma atuação animal. realmente, um dos melhores filmes do ano.

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  9. Gustavo vou fazer o mesmo e tratar de pegar logo as musicas do filme, são sensacionais mesmo.

    Quanto a foto é realmente alucinante você ver que o Emile Hirsch ficou praticamente identico ao Christopher. A foto tem por aí pela internet, só não quis colocar no post para não estragar a surpresa de quem ainda não viu o filme!

    Abração!

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  10. Cara, esse filme é demais!!!
    eu sempre o vi na locadora mas nunca peguei… ate que um dia eu resolvi levar (depois de ver que eu sou a lenda ja estava alugado). Sabia que Sean Penn nao ir deixar a desejar…

    A historia é comovente, otima fotografia, trilha, roteiro, direçao, interpretaçoes… tudo combinou tanto que deixou o filme com um ar bem reflexivo. Por experiencia propria, fiquei ate com medo… que coisa fantastica o que Chris fez… mexeu comigo um bom tempo.

    Abraços!

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  11. Este filme é realmente fantástico Carolina. Mexe mesmo com quem assiste!

    Abração

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  12. Assisti ao filme ontem a noite. Há tempos queria assistir. Tenho um amigo que falava que era bom e confio nas dicas dele.
    Esse filme me lembra um pouco uma história de Hermann Hesse, Damien.
    Confesso que foi uma história emocionante e o final eu já imaginava de antemão e achei digno, não poderia ser diferente. Acredito que algumas pessoas sentiram, mesmo que brevemente, um forte desejo de largar tudo e fazer uma aventura semelhante.
    A história joga na nossa cara como somos limitados pelo mundo material, como nossas ações estão voltadas e planejadas para nossas obrigações e por isso não vivemos plenamente. Dispensável falar da fotografia, trilha sonora e interpretações.

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  13. O melhor filme estreado em 2008!

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  14. um filme lento,porem que prende a atenção de um jeito que não da pra parar de ver até o final,que por sua vez consegue nos impressionar e causar uma certa angustia e nos fazer refletir mais sobre a vida.imperdível

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