Southland Tales – O Fim do Mundo.

Direção: Richard Kelly.
Roteiro: Richard Kelly.
Elenco: Dwayne Johnson, Sarah Michelle Gellar, Sean William Scott, Justin Timberlake, Mandy Moore, Christopher Lambert, Jon Lovitz, Bai Ling, Miranda Richardson, Lou Taylor Pucci, Amy Poehler, Cheri Oteri, Rebekah Del Rio.
Ano: 2007 (EUA)
Gênero: Ficção Científica / Drama / Comédia.
Tempo: 145 min.

Sinopse: Em 2005 um ataque nucler destrói parte do estado de Texas, o que força o governo americano a intervir com a liberdade de todos os cidadãos. Um grupo revolucionário tenta acabar com a ditadura através da violência. No meio desse caos, durante a comemoração do Dia da Independência de 2008, o prenúncio de um desastre social, econômico e ambiental cruza as vidas de três pessoas: Boxer Santaros, Krysta Now e David Clark. Santaros elabora um roteiro para um filme, que para sua surpresa prediz o que irá acontecer no futuro.

Richard Kelly ganhou notoriedade após lançar o filme independente Donnie Darko, que entrou na minha lista de melhores filmes que já vi de todos os tempos. Virou um grande cult sem dúvidas. Southland Tales não apareceu nos cinemas nacionais, foi direto para o DVD, o que vem se tornando cada vez mais frequentes com muitos filmes. No caso deste, foi uma sábia decisão, pois Southland Tales é um filme estranhíssimo, eu diria que destinado a poucos. Aliás quase ninguém gostou do filme, raríssimas críticas foram positivas.

Eu também vou me juntar aos que não gostaram de quase nada. Antes que os “entendidos” de cinema apareçam nos comentários dizendo que na verdade eu não “assimilei” o filme, não entendi as “nuances” e não sei mais o quê, digo que não foi bem isso que me fez achar o filme uma lástima. A trama toda mais parece uma piada, ou uma forma de comédia com os acontecimentos que estamos tendo nos tempos atuais. Só que acredito que existem formas melhores de se passar uma mensagem, ou várias mensagens que sejam, sem tanta “viagem” e loucuras mil.

Sabe quando você começa a ver o filme e percebe que não está entendendo muita coisa? Eu fico tranquilo, sei que na metade ou no máximo no fim do filme tudo vai ficar claro. Ledo engano, o filme termina do mesmo modo que iniciou, totalmente nebuloso. Só depois da poeira sentar que peguei algumas coisas e até entendi o que Richard Kelly e os atores quiseram com o filme.

A história se passa num futuro pré-apocalíptico e nos apresenta Boxer Santeros (Dwayne Johnson “The Rock”) um ator de filmes de ação com amnésia, Kyrsta Now (Sarah Michelle Gellar), uma atriz pornô e apresentadora de um programa de televisão e os gêmeos idênticos Roland e Ronald Taverner (Seann William Scott). Num mundo a beira de um colapso social, econômico e ambiental, eles irão enfrentar ainda os neo-marxistas, uma facção que usa métodos terroristas para deixar seus recados.

Toda essa salada de fruta de atores, histórias e personagens “nada a ver“, não se combinam e acaba o filme sendo um grande desencontro, grande mesmo pois ele tem mais de 2 horas de duração. A melhor cena do filme é quando Justin Timberlake (que por sinal se mostra um ótimo ator em todos os últimos filmes que fez) toma uma dose de uma droga e na sua alucinação se vê cantando uma canção do The Killers, com umas dançarinas. É simplesmente sensacional. Aliás a trilha sonora é muito boa, além de The Killers, temos Radiohead, Blur e muito mais.

O filme na verdade é uma sátira ao que o mundo se tornou depois dos atentados terroristas do 11 de setembro. O controle do governo pelo poder bélico, as formas cada vez mais “severas” e invasivas de controle das pessoas, tudo isso é mostrado no filme. Ainda sim, se você passa uma mensagem que quase ninguém intercepta, eu acho isso uma falha. Se é pra fazer um filme para 10 ou 20 pessoas gostarem, avisando antes, evita que muita gente perca seu tempo.

Acredito que assistindo novamente eu poderei pegar mais coisas, vislumbrar melhor as belas imagens e tudo mais, só que sinceramente, eu não tenho vontade alguma de fazer isso. O filme para mim foi um fracasso ou algo próximo as loucuras de David Lynch só que ruim, ainda que tenha tido algumas boas sátiras e piadas, e um ou outro momento genial, acompanhado de belíssimas atrizes como Sarah Michelle Gellar, não vale o seu tempo. A não ser que você concorde com esse cara aqui, que foi um dos raríssimos que vi elogiar a obra. Não preciso nem linkar os que odiaram, pesquisando rapidamente você encontrará de montão.

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