Wall-E

Direção: Andrew Stanton.
Roteiro: Andrew Stanton e Jim Capobianco.
Elenco: Ben Burtt, Elissa Knight, Jeff Garlin, Fred Willard, John Ratzenberger, Sigourney Weaver.
Ano: 2008.
Gênero: Animação, Ficção Científica.
Tempo: 103 min.

Sinopse: No ano 2700, a Terra se tornou um lugar inabitável devido à imensa quantidade de lixo despejado. É quando o solitário robô WALL-E, encarregado de limpar o planeta, tem a oportunidade de ter uma nova vida e conhecer os humanos, que agora vivem em uma imensa nave chamada Axiom.

Desde os primeiros teasers e imagens que Wall-E já vinha despontando como sucesso certo. A Pixar novamente exagera na dose, no bom sentido é claro, e acerta em cheio com sua mais nova obra. Com um visual estonteante de tão bem feito, aliado a uma história cativante, emocionante e porquê não dizer mágica, fica difícil saber por onde começar a descrever os elogios.

O planeta Terra está tomado por torres e mais torres (que parecem até prédios) de lixo, muita poeira e desolação. Neste cenário se inicia o filme e vemos apenas o robôzinho andando de um lado pro outro, cumprindo relogiosamente todo dia seu dever e ainda colecionando alguns objetos. Os primeiros minutos da trama, sem diálogos e vendo apenas o fascínio que o “fofoWall-E (Waaaaaally) tem pelos humanos é fantástico.

Com a chegada da robôzinha Eva (Eve em inglês) a vida de Wall-E começa a mudar. O “amor” que ele demonstra por ela nos proporciona cenas muito engraçadas e bonitas também. É puro romantismo e diversão. O filme vai caminhando e durante sua exibição, temos uma das sequências mais bonitas já feitas em uma animação, os dois no espaço é algo para ficar guardado na memória.

Além de Eva e Wall-E, temos outros personagens bastante legais. Quem diria que uma baratinha poderia-se ser um personagem tão cativante? Ela é a companheira do robôzinho na terra, em sua tarefa “simples” de limpar todo o planeta. Outros personagens vão aparecendo durante a história, e dando sua parcela de contribuição na aventura. Durante a trama presenciamos ainda várias homenagens a filmes do gênero (ficção-científica). Deste “E.T.” até a “Uma Odisséia no Espaço“.

A história é simples, e o final é até de certa forma previsível. Ao contrário do que muita gente acha ou pensa, isso é um dos fatores mais positivos do filme. Por trás de todas trapalhadas e momentos emocionantes da trama, temos algumas lições de moral e de vida, muito bem encaixadas. E não há nada melhor do que alguém lhe passar uma mensagem de forma clara, suscinta e eficaz, e o melhor, você ainda se divertiu e se emocionou durante todo o processo. Não há mais espaço para reclamações ou críticas.

Um filme para agradar crianças e adultos, ou seja, o que a Pixar sempre faz muito bem. Até mesmo os mais sisudos deverão se render ao carima que os gestos e “ruidos” (Eeeeeevaaaaa, Waaaaaaaallyy) de Wall-E nos proporcionam. E nem ousem sair antes da hora. A animação 3d termina e durante a exibição dos créditos vemos cenas genias exibidas com um tom de “arte“, e logo em seguida com aquela carinha de “Atari“. Vale muito a pena.

Com certeza presenciei no cinema um clássico cinematográfico, que deverá ser lembrado por muitos anos na frente e que provavelmente terá algumas de suas mágicas cenas imortalizadas. E se você cometeu o pecado de ainda não ter assistido, corra para os cinemas, sem medo de sair de lá com aquela alegria infantil estampada no rosto que você sequer lembrava que existia.

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