No Calor do Verão - poster

No Calor do Verão (Camping Sauvage)

Direção: Christophe Ali e Nicolas Bonilauri.
Roteiro: Christophe Ali e Nicolas Bonilauri
Elenco: Denis Lavant, Isild Le Besco, Pascal Bongard, Jean-Michel Guerin, Martine Demaret, Yann Trégouët, Raphaëlle Misrahi, Emmanuelle Bercot e Marcel Fix.
Lançamento: 2005 (França) / 2008 (Brasil).
Gênero: Drama.
Tempo: 79 min.

Sinopse: Durante as férias de verão, a rotina de um tranqüilo acampamento é abalada com a chegada de um novo instrutor de vela. Uma jovem provocante começa a seduzi-lo e o clima de romance é inevitável… mas as consequências poderão ir muito além do previsível.

Logo que comprei os ingressos pro filme a atendente me alertou que ele era um “filme de arte“. Foi quase como se tivesse indo ver algum ritual satânico ou como se eu não estivesse sabendo dos perigos que iria encontrar pelafrente. Seria algum filme apenas para pessoas “maduras“? Eu apenas li a sinopse lá no cinema mesmo e resolvi encarar, não sabia muito mais a respeito desta obra. Vi apenas que era um filme francês, e o cinema da frança sempre tem um “charme” a mais.

Camille (Isild le Besco) é uma adolescente que já está bastante entediada com suas férias com a família em um acampamento de verão. Sentindo-se muito pressionada pelos pais e desconfiada também de seu namorado, ela passa o dia no camping ouvindo música e desfilando seu corpo, que ela logo percebe ser o seu “poder“. Em quase todo o filme ela está de mini-saia ou então correndo sem soutien, uma digna “piriguete” francesa.

Neste estado altamente animador, e sempre queixosa por não poder fazer tudo aquilo que ela sente vontade é que ela conhece Blaise (Denis Lavant). Ele chega ao acampamento para ser o novo instrutor de barco à vela. Um quarentão muito estranho e nada belo que acaba chamando a atenção de Camille, e ela o dele, aliás, ela chama a atenção de todos.

De início ambos acabam se conhecendo e tendo encontros aparentemente inocentes, o que acaba por quebrar a “harmonia” no acampamento e também gerar problemas com o namorado e família de Camille. Ela começa dando em cima dele mais como forma de provocação contra todos, é sua chance de mostrar a eles que ela pode fazer o que quiser de sua vida. Só que logo as coisas começam a ficar bastante sérias, em todos os sentidos.

O filme começa muito bem, principalmente por explorar esse lado da “comunidade de acampamentos“, onde tudo seu fica à mostra e qualquer coisa fora do comum começa a despertar a atenção de todos. Nem sempre coisas boas irão acontecer por causa disso. A atriz Isild le Besco não é muito bela de rosto não, o que chama atenção mesmo é sua forma de se vestir e provocar usando seu corpo. Já o seu “par romântico” é muito feio e estranho, me lembrou até o Quasímodo (O Concurda de Notre Dame).

Depois que o relacionamento dos dois começa a ficar bastante sério e o filme vai caminhando para seu desfecho é que ele perde tudo que conquistou no início. Todo aquele clima tenso vai se perdendo, talvez porquê não se vê química nos dois. O desfecho é bastante fraco e bobo, principalmente para um “filme de arte“. A trilha sonora é muito boa, na verdade, música francesa é muito legal.

O filme foi lançado em 2005 na França e não sei bem como apareceu por aqui agora. Um filme que começa muito bem e tem um desfecho muito fraco, no geral um filme bonzinho. Vale a pena ser assistido para quem quer ver um filme “diferente“, ou para as pessoas que se encantam com filmes franceses, apesar do seu desfecho parecer dramalhão de filmes dramáticos de romance. O final é meio previsível e acaba estragando a trama.

Related Posts with Thumbnails