Archive for June, 2008
Wall-E
Jun 30th
Wall-E
Direção: Andrew Stanton.
Roteiro: Andrew Stanton e Jim Capobianco.
Elenco: Ben Burtt, Elissa Knight, Jeff Garlin, Fred Willard, John Ratzenberger, Sigourney Weaver.
Ano: 2008.
Gênero: Animação, Ficção Científica.
Tempo: 103 min.
Sinopse: No ano 2700, a Terra se tornou um lugar inabitável devido à imensa quantidade de lixo despejado. É quando o solitário robô WALL-E, encarregado de limpar o planeta, tem a oportunidade de ter uma nova vida e conhecer os humanos, que agora vivem em uma imensa nave chamada Axiom.
Desde os primeiros teasers e imagens que Wall-E já vinha despontando como sucesso certo. A Pixar novamente exagera na dose, no bom sentido é claro, e acerta em cheio com sua mais nova obra. Com um visual estonteante de tão bem feito, aliado a uma história cativante, emocionante e porquê não dizer mágica, fica difícil saber por onde começar a descrever os elogios.
O planeta Terra está tomado por torres e mais torres (que parecem até prédios) de lixo, muita poeira e desolação. Neste cenário se inicia o filme e vemos apenas o robôzinho andando de um lado pro outro, cumprindo relogiosamente todo dia seu dever e ainda colecionando alguns objetos. Os primeiros minutos da trama, sem diálogos e vendo apenas o fascínio que o “fofo” Wall-E (Waaaaaally) tem pelos humanos é fantástico.
Com a chegada da robôzinha Eva (Eve em inglês) a vida de Wall-E começa a mudar. O “amor” que ele demonstra por ela nos proporciona cenas muito engraçadas e bonitas também. É puro romantismo e diversão. O filme vai caminhando e durante sua exibição, temos uma das sequências mais bonitas já feitas em uma animação, os dois no espaço é algo para ficar guardado na memória.
Além de Eva e Wall-E, temos outros personagens bastante legais. Quem diria que uma baratinha poderia-se ser um personagem tão cativante? Ela é a companheira do robôzinho na terra, em sua tarefa “simples” de limpar todo o planeta. Outros personagens vão aparecendo durante a história, e dando sua parcela de contribuição na aventura. Durante a trama presenciamos ainda várias homenagens a filmes do gênero (ficção-científica). Deste “E.T.” até a “Uma Odisséia no Espaço“.
A história é simples, e o final é até de certa forma previsível. Ao contrário do que muita gente acha ou pensa, isso é um dos fatores mais positivos do filme. Por trás de todas trapalhadas e momentos emocionantes da trama, temos algumas lições de moral e de vida, muito bem encaixadas. E não há nada melhor do que alguém lhe passar uma mensagem de forma clara, suscinta e eficaz, e o melhor, você ainda se divertiu e se emocionou durante todo o processo. Não há mais espaço para reclamações ou críticas.
Um filme para agradar crianças e adultos, ou seja, o que a Pixar sempre faz muito bem. Até mesmo os mais sisudos deverão se render ao carima que os gestos e “ruidos” (Eeeeeevaaaaa, Waaaaaaaallyy) de Wall-E nos proporcionam. E nem ousem sair antes da hora. A animação 3d termina e durante a exibição dos créditos vemos cenas genias exibidas com um tom de “arte“, e logo em seguida com aquela carinha de “Atari“. Vale muito a pena.
Com certeza presenciei no cinema um clássico cinematográfico, que deverá ser lembrado por muitos anos na frente e que provavelmente terá algumas de suas mágicas cenas imortalizadas. E se você cometeu o pecado de ainda não ter assistido, corra para os cinemas, sem medo de sair de lá com aquela alegria infantil estampada no rosto que você sequer lembrava que existia.
O Incrível Hulk (The Incredible Hulk)
Jun 27th
O Incrível Hulk (The Incredible Hulk)
Direção: Louis Leterrier
Roteiro: Zak Penn
Elenco: Edward Norton, Liv Tyler, William Hurt, Tim Roth, Tim Blake Nelson, Débora Nascimento, Ty Burrell.
Ano: 2008.
Gênero: Ação, Aventura.
Tempo: 114 min.
Sinopse: Refugiado na favela da rocinha no Brasil, o cientista Bruce Banner (Edward Norton) terá que utilizar seu acidente genético que o transforma no gigante verde Hulk, para poder deter o exército que quer capturá-lo, utilizando ainda uma versão de soldado mais perigosa que o próprio gigante emeralda.
Nunca omiti que fui um dos pouquíssimos que gostaram do primeiro Hulk, o de Ang Lee. Incompreendido pela grande maioria das pessoas e com seu reflexo nas bilheterias, a Marvel decidiu refazer e “começar do zero”, trocando todos os atores e procurando ser um filme menos “psicológico-artístico-dramático” partindo para o que o povo e os fãs querem ver, porrada! Pois então, em o Incrível Hulk, ele realmente esmaga e destrói.
Refugiado na favela da rocinha, o cientista Bruce Banner (Edward Norton), procura uma cura para seu acidente genético, que o transforma no gigante esmeralda. Logo antes de iniciar o filme em algumas cenas já nos é apresentado o que o filme de Ang Lee passou mais de 1 hora mostrando no primeiro Hulk. Para o que o filme se propõe isso foi um grande trunfo. Economizou bastante tempo para logo cairmos na ação, que tenho que admitir, para um super-herói como Hulk, é o que interessa.
O melhor do filme sem dúvida é a fantástica atuação de Edward Norton. Na verdade eu gostei muito mais das partes com ele, ou seja, as mais “dramáticas”, do que as cenas de ação. As cenas de ação são muito boas, só que Edward Norton é demais. Achei Liv Tayler menos bonita como Elizabeth Ross do que em seus outros filmes. O elenco no geral está muito bom, tirando aquele careca “brasileiro” – que fica falando “e aí gringo!“. Ainda tivemos Débora Nascimento tirando uma casquinha. Danada!
Um filme que já vem agradando a grande maioria do público, e com toda certeza irá angariar novos fãs, pois ele fez tudo o que sentiram falta em seu antecessor, muita ação e porrada. Como tenho que deixar minha opnião pessoal, acho que o filme é bom, é divertido, é legal, entretanto, ainda está muito além do Homem de Ferro por exemplo.
Recomendaria o filme a todos que gostam de adaptações de super-heróis bem feitas, para quem também curte bons filmes de ação. Se é que ainda tem alguém que não o tenha visto, vá para os cinemas que a diversão é garantida.
Agente 86 (Get Smart)
Jun 21st
Direção: Peter Segal.
Roteiro: Tom J. Astle e Matt Ember adaptação da série de Mel Brooks e Buck Henry.
Elenco: Steve Carell, Anne Hathaway, Dwayne “Rock” Johnson, Alan Arkin, Terence Stamp, Terry Crews, David Koechner, James Caan, Bill Murray, Patrick Warburton, Masi Oka.
Lançamento: 2008.
Gênero: Comédia / Ação.
Tempo: 110 min.
Sinopse: A Controle é uma organização secreta dos EUA que se vê diante de uma perigosa armadilha arquitetada pela sua inimiga KAOS. Com todas as identidades de seus agentes reveladas, Maxwell Smart(Steve Carell) finalmente tem sua oportunidade de se tornar um agente. Ao lado da experiente parceira agente 99 (Anne Hathaway), que não se sente nem um pouquinho segura ao seu lado, eles precisam impedir que a KAOS destrua o mundo com suas bombas nucleares.
Adaptado da clássica série dos anos 60, que acabou tendo reprises na década de 70/80, Agente 86 (Get Smart) é um filme que acertou em cheio na escolha do elenco, e soube dosar bem cenas de humor com ação. Confesso que nunca vi a série, mas pelo que andei lendo, o filme foi uma ótima homenagem. Para quem não conhecia o seriado o filme funciona direitinho, pelo menos para o que ele se propõe.
Steve Carell interpreta Maxwell Smart, ou simplesmente Max, que é um analista da Controle (Control) e sonha em ser um agente de campo. Depois de uma invasão na base de sua agência, e da revelação da identidade e posteriores assassinatos dos agentes de campo, a chance que Max sonhou surge, ele se torna o agente 86. Acompanhando ele como sua parceira temos a agente 99 (Anne Hathaway), que fez cirurgia plástica para não ser mais reconhecida.
O filme é um pouco idiota algumas vezes, algumas cenas são bem bestinhas, mas é o que faz dele um bom filme. Steve Carell tem um talento nato para fazer rir, sem ser simplesmente um imbecil. Tenho que admitir que as cenas de ação são até boas demais para uma “comédia“. Anne Hathaway é pura sensualidade no papel da agente 99, e manda muito bem. Temos ainda ótimos vilões bastante caricatos, Alan Arkin como o chefe da organização também tá muito bem no papel. Temos o truculento Dwayne “Rock” não fazendo feio. Sem contar ainda com uma pequena “ponta” de Masi Oka, o Hiro Nakamura do seriado Heroes.
Agente 86 é uma comédia leve e que deve agradar aos fãs da série e também a quem não conhecia. O elenco é muito bom e Steve Carell é um gênio da comédia. O filme é um pouco besta, se você não gosta muito de comédias deste tipo talvez irá ficar no cinema sentindo que está perdendo seu tempo. O filme não é todo engraçado e nem chega a ser uma comédia grandiosa, mas algums momentos são bastante hilários e valem a pena serem conferidos no cinema.
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