Direção: Andy e Larry Wachowsky.
Roteiro: Andy e Larry Wachowsky adaptação do desenho de Tatsuo Yoshida.
Lançamento: 2008.
Elenco: Emile Hirsch, Matthew Fox, Christina Ricci, Paulie Litt, John Goodman, Susan Sarandon, Kick Gurry, Roger Allam.
Gênero: Ação.
Tempo: 135 min.

Sinopse: Desde pequeno o jovem Speed (Emile Hirsch) é aficcionado por corridas e mostra que seu destino é ser mesmo um grande piloto. Após a morte trágica de seu irmão, Speed cresce tentando honrar a sua história nas pistas. Após recusar uma proposta milionária de uma grande corporação, ele descobre que as corridas na verdade são armadas e tudo gira em torno do dinheiro. O único jeito de salvar os negócios de sua família (que claro é corrida), é se aliar com o misterioso Corredor X (Matthew Fox) e vencer um mortal Raly “clandestino” que atravessa o país.

Sei que às vezes me “arrisco” em classificar alguns filmes, afinal gosto cada um tem o seu né? Eu particulamente me surpreendi ao assistir Speed Racer. Depois de ver algumas críticas, principalmente, “lá fora“, não muito animadoras eu já fui ao cinema com um pé atrás. Eu particulamente me surpreendi porquê eu gostei bastante. Um filme muito divertido, um daqueles que podemos chamar de filme “pipoca“. Fica ainda abaixo do Homem de Ferro logicamente, que também dei 4 controles, mas digamos que se o Homem de Ferro merece um nota 8,5/9 de 10, Speed Racer merece uma nota 7,5 de 10. E como não posso dividir os controles em pedacinhos ficamos como está classificação ok?

O que me agradou pode desagradar muita gente. Aliás, imagino que algumas pessoas um pouco mais exigentes ou chatas vão acabar não gostando muito da trama. É um filme sem uma história muito misteriosa, aliás, o roteiro chega a ser bem bobinho, porém eu acho que ele fez muito bem o seu papel, é diversão garantida, se você estiver disposto isso. Todos estes fatores não agradam a todos, tem gente que tem pavor dos chamados filmes “família“. Tem gente que não gosta de filmes com enredos fracos também, que se valem apenas pelas cenas “tri-loucas” que vão aparecendo.

Olhando a imagem acima da série animada (o desenho) da década de 60 criada pelo Tatsuo Yoshida posso dizer que os personagens ficaram bastante parecidos. Os pais de Speed, principalmente Pops, Christina Ricci colocou uma franja “Emo” e ficou muito parecida com a Trixie do desenho. Matthew Fox (o Jack de Lost) então ficou parecidíssimo com o Corredor X. O irmão de Speed Gorducho ficou também muito parecido, quanto ao macaco prefiro não comentar né? Gorducho e o Macaco, principalmente, sempre roubam a cena quando aparecem. Quanto à fidelidade em relação a história original, ao desenho, isso eu já não sei informar pois não o assistia. Era já bem antigo para minha época e também nunca me “empolgou“.

Outro ponto que está causando bastante polêmica são os efeitos especiais. Altamente alucinantes e psicodélicos e até diriam alguns exagerados. No início parece que você não vai se acostumar com tudo aquilo, mas logo você entra no clima. Realmente parece que você está jogando um videogame, principalmente nas cenas de corrida. Pessoas com problemas de epilepsia ou convulsões -não sei exatamente a doença que algumas pessoas ficam quando vêem estas cenas loucas, rápidas com muitas cores – devem correr do filme. Eu também acredito que o filme deva ser visto numa boa sala de cinema. Baixando ele pra ver no computador ou indo num cinema com um sistema de som e de imagens meia-boca também irá tirar quase toda a graça do filme.

A história vai sendo um pouco engolida pelos efeitos visuais. Como não temos grandes mistérios e a trama é bem simples, você acaba deixando se levar pelo “clima“. Go Speed Go! Todos gritam e você fica ali com vontade de pilotar o Mach 5. As cenas de corrida são bem absurdas, com lutas entre carros e tudo mais. Para pessoas que não suportam verem as leis da Física serem surradas e esmurradas, passe longe deste filme. Claro que os irmãos Wachowsky de Matrix não iriam deixar de lado algumas cenas de luta né? Bem o estilo deles.

As atuações estão boas, ponto maior para o Macaco. Sim ele mesmo, fantástico! Matthew Fox ainda não conseguiu deixar de lado o sorrisinho de Jack de Lost, entretanto, faz um bom papel. Outra aparição interessante foi o do carro da Petrobras. Uma pena que foi muito rápida e quem cochilou ou ainda não tinha conseguido assimilar o jogo frenético de cores alucinantes pode nem ter reparado.

O tempo do filme é bem extenso, mas se você estiver gostando do filme nem vai vê-lo passar. Eu mesmo quando percebi já estava próximo do grande final. Uma história simples, que vai caminhando prum final bem previsível, mas ao invés de ter ficado chateado ou desmotivado, eu estava era empolgado em minha poltrona doido para gritar “Go Speed Go!“, e até quase emocionado com a grande corrida final.

Um filme altamente diveritido, com efeitos especiais “tresloucados”, envolvente e com uma história simples e boba, mas que vale muito a pena em minha humildíssima opnião. Se eu tivesse totalmente corrompido e já me tornado um crítico chato iria encontrar vários pontos para dizer que o filme não presta, entrentanto prefiri falar o que senti ao ver o filme. Caso você esteja a fim de se divertir, sem ficar se preocupando com roteiros bem amarrados, e cenas mais coerentes você tem tudo para também gostar do filme.

Caso você esteja no grupo das pessoas que torcem bastante o nariz para os filmes “família”, filmes que exageram em efeitos especiais ou que fogem muito da realidade acho melhor ficar em casa. Os efeitos visuais irão lhe chatear, a fraca história também e sem contar que os 135 minutos irão lhe matar. Muitas críticas apontaram o filme com “bonzinho ou razoável“, algumas detonaram ele como no Rotten Tomatoes, e outras pessoas como o Judão se empolgaram muito, assim como eu, e adoraram o filme.

Acho que no final das contas vale a pena você deixar de ser um pouco chato e ir se divertir nos cinemas com Speed. Go Speed Gooooo!!!

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