Prison Break perdeu uma excelente oportunidade de se tornar um dos melhores seriados de todos os tempos assim que decidiram não parar na 2º temporada. Com uma história sensacional, ótimos ganchos, e depois de conseguirem, na minha opnião, fazerem o impossível ao retornarem numa segunda temporada que tinha tudo para perder a graça de forma fantástica, me fizeram aquele final do segundo ano idiota e voltamos para a 3º temporada bem descaracterizada com o início da série.

Mesmo assim tenho que admitir que quem produz o seriado sabe fazer ótimos ganchos entre os episódios. Ainda que tenha deixando de ser um excelente seriado, e que poderia terminar de forma espetacular, Prison Break ainda consegue render boas horas de diversão. Mesmo sabendo que fomos de certa forma “ludibriados” com este 3º ano o seriado continua com bons episódios.

Para quem não conhece, a série conta a história de Michael Scofield que tem uma idéia brilhante para tirar seu irmão de uma prisão de segurança máxima, onde foi preso injustamente acusado de matar o vice-presidente dos EUA num “mega-plano” de uma corporação. Scofield por ser um dos engenheiros que desenvolveu a arquitetura da prisão, bola um plano fenomenal. Tatua no corpo de forma “escondida” entre desenhos e símbolos, o mapa da prisão e algumas ‘cositas‘ a mais. Ele então assalta um banco e entra na mesma prisão para tirar o irmão de lá.

Depois da greve dos roteiristas só nos sobrou 13 episódios para esta terceira temporada. Demorei um pouco de assistir por priorizar outras coisas (outras séries também) e só terminei recentemente. Já deixou de ser o Prison Break que me encantei mas ainda sim é uma “outra coisa” bem divertida. Alguns “vilões” (se é que já não podemos apontar Scofield ou Burrows também como tal), são muito legais e continuam fazendo história no seriado.

O que me deixou chateado foi perder o principal atrativo da série, que era ter Scofield com o corpo todo tatuado onde, além do mapa da prisão, ele tinha vários códigos e localizações que iriam lhe ajudar na sua empreitada. Como esse elemento sumiu coitado do sujeito, sempre em sol escaldante no Panamá de camisa longa de manga, afinal, suas tatoos já não servem mais de nada. O “efeito McGyver” também meio que se perdeu, e apenas em poucos episódios vemos ele fazendo uso de suas ‘habilidades‘.

Esta terceira temporada foi tipo um “mini-retrocesso invertido” (quem assiste irá concordar comigo) da primeira temporada. Será que a 4º temporada também não será o mesmo só que com a segunda? Continuarei assistindo pois, mesmo não sendo o Prison Break que comecei a ver, a série continua de certa forma empolgante. Bons episódios sem dúvida. Irei ver a 4º temporada, mas por agora sem a religiosa regularidade do início, como faço com Lost e também fazia com 24 horas.

Veja no Antenando um pouco mais sobre a 4º temporada que já está sendo filmada.

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