Archive for May, 2008
Piaf – Um Hino ao Amor (La Môme)
May 29th
Piaf – Um Hino ao Amor (La Vie En Rose / La Môme)
Direção: Oliver Dahan.
Roteiro: Oliver Dahan e Isabelle Sobelman.
Elenco: Marion Cotillard, Gerard Depardieu, Sylvie Testud, Pascal Greggory, Emmanuelle Seigner.
Lançamento: 2007.
Gênero: Drama, Biografia.
Tempo: 140 min.
Sinopse: O filme nos mostra a extraordinária história de vida da cantora francesa Edith Piaf.
Depois da premiação do Oscar, onde “Piaf – Um Hino Ao Amor” (La Môme ou La Vie En Rose)” levou duas estatuetas, é que fiquei sabendo da existência deste filme. A descoberta de sua existência se deu muito mais pelo prêmio de melhor atriz para Marion Cotillard do que pelo prêmio de maquiagem. Edith Piaf foi uma cantora francesa que teve uma vida muito dramática desde sua infância até sua prematura morte, e ela é interpretada espantosamente (no bom sentido é lógico) por Marion Cotillard.
Não me animei muito para sequer saber do que se tratava, sabia apenas que era francês (na verdade houve uma co-participação ainda com a Inglaterra e República Tcheca). A senhorita primeira dama arrumou um DVD do filme emprestado e me convidou para assistir. Fui meio que a contragosto e me surpreendi. Adorei. Realmente muito comovente e é de arrancar lágrimas das moças mais frágeis com toda certeza. Minha namorada jurou que foi um cisco que fez lacrimejar o seu olho. Fiquei bastante comovido mas, é lógico que não chorei, afinal homens não choram!
Edith Piaf teve um vida bastante trágica. Desde sua difícil e pobre infância que diversos dramas foram a acompanhando. Para quem acha que vai ver apenas uma cinebiografia da vida de Edith Piaf e muita música se prepare porquê é tragédia atrás de tragédia. O filme é bastante longo (2 horas e 20 minutos) e pode ser um pouco cansativo para algumas pessoas, entretanto, a ordem que as cenas são apresentadas, fora da cronologia “normal“, ajuda bastante a você ficar o tempo todo ligado nos acontecimentos.
Eu não conhecia nada da vida dessa ilustre cantora, aliás, quando toca uma música (Je ne Regrette Rien), já no desfecho do filme, dona patroa lembrou na hora do acústico de Cássia Eller onde ela gravou esta canção. Eu desconhecia inclusive este fato.
Desde cedo sua vida já era bastante complicada. Ficava nas ruas de Paris (enquanto sua mãe tentava ganhar trocados cantando) e logo depois se mudou (levado por seu pai) para viver num prostíbulo com sua avô paterna. Outros fatos mais graves (que não quero contar) vão acontecendo e acompanhando a vida de Edith Piaf, passando pelos tempos que cantava nas ruas e em cabarés até se tornar uma grande cantora, viver um grande amor e ter uma vida curta e muito, muito mesmo, sofrida. É sofrimento pra dar e vender.
Com uma atuação espetacular da vencedora do Oscar de melhor atriz, uma narrativa “acronológica” e inteligente, o filme peca apenas por ser um pouco extenso. Quanto aos quesitos técnicos infelizmente eu não tenho conhecimento suficiente para enumerar os prós e contras, o que posso dizer é que, apesar do filme ser bastante dramático, ele não é nem um pouco piegas, ao menos em minha opnião.
Para àqueles que gostam de filmes biográficos e que querem também conhecer um pouco mais sobre a vida desta cantora francesa, o filme é bastante indicado. Prepare os lenços e assista. Já para as pessoas que não têm muita paciência para filmes deste gênero, ou ainda para filmes longos eu não recomendaria muito
Desejo e Reparação (Atonement)
May 27th
Desejo e Reparação (Atonement)
Direção: Joe Wrigth
Roteiro: Christopher Hampton adaptando livro de Ian Macwan.
Lançamento: 2007 (EUA), 2008 (Brasil).
Elenco: Keira Knightley,James McAvoy, Romola Garai, Saoirse Ronan, Vanessa Redgrave, Brenda Blethyn, Juno Temple, Alfie Allen, Nonso Anozie.
Gênero: Drama, Romance.
Tempo: 130 min.
Sinopse: Briony Tallis (Saoirse Ronan) é uma jovem garota de 13 anos, escritora e com uma grande imaginação. Ela nutre um amor secreto, e não correspondido, pelo filho dos empregados, Robbie Turner (Jon MacAvoy), de sua tradicional família inglesa, que na verdade tem seu amor correspondido por sua irmã mais velha, Cecília Tallis (Keira Knightley). Depois de acusar Robbie de um crime que não cometeu, ele acaba mudando drasticamente a vida de todos.
Depois de ter começado muito bem com “Orgulho e Preconceito“, o diretor Joe Wrigth retornou com mais um romance de época “Desejo e Reparação“, trazendo ainda na bagagem a mesma atriz que participou do seu filme antecessor Keira Knightley. O filme foi adaptado do livro de Ian Macwan, recebeu 7 indicações ao Oscar e levou a estatueta de melhor trilha sonora original. E por quê, depois de tanto tempo, venho eu aqui comentar que o filme é “bom” e não “excelente“, seguindo a indicação ao Oscar e também a maioria das criticas especializadas? Porquê achei o filme realmente muito bom, mas é chatíssimo e sonolento.
A trama começa com a extraordinária atuação de Saoirse Ronan interpretando Briony Tallis (com 13 anos), uma garota ‘gênia‘, escritora, que faz algumas peças e nutre um amor secreto por Robbie (Jon MacAvoy) que é digamos o ‘caseiro‘ de sua família. Sua irmã Cecília (Keira Knightley) nutre um amor por Robbie que é correspondido. Depois de uma série de confusões ela acusa Robbie injustamente por um crime que não cometeu. A partir daí a tragédia se instaura na vida de Robbie, acaba com a felicidade de sua irmã e de quebra deixa um enorme sentimento para Briony de culpa, por seu grave erro cometido.
A situação toma proporções catastróficas e somos levados de uma forma muito bela, e nada convencional para filmes de romance, pelos acontecimentos na vida de cada um. O problema é que é tudo muito arrastado, e se você não estiver bem disposto pode acabar achando tudo muito monótono, ou pior, pode fazer como fiz e dormir. Eu só consegui ver o filme na terceira tentativa. É bem provável que o chato seja eu.
O filme conta com belas paisagens e uma ótima trilha sonora. As atuações são fantásticas e o roteiro é bem desenhado de uma forma que, ao terminar o filme, você fica bem satisfeito com tudo que lhe foi apresentado. Principalmente com o desfecho da história, que é de certa forma surpreendente. Fugindo dos finais manjados para filmes românticos, de época ou não.
Como as opniões aqui no blog ainda são bastante pessoais, eu não tenho problemas ao assumir que gostei do filme, mas não o achei excelente simplesmente porquê é um filme realmente chatinho e sonolento. O ritmo até próximo à metade da história é muito devagar. Depois transcorre num ritmo melhor. Para muita gente uma verdadeira aula de cinema, já para mim, trata-se de uma ótima história de romance, com uma narrativa bastante criativa, mas recomendado apenas para quem não se incomoda com filmes ‘arrastados‘.
A 3º Temporada de Prison Break
May 27th
Prison Break perdeu uma excelente oportunidade de se tornar um dos melhores seriados de todos os tempos assim que decidiram não parar na 2º temporada. Com uma história sensacional, ótimos ganchos, e depois de conseguirem, na minha opnião, fazerem o impossível ao retornarem numa segunda temporada que tinha tudo para perder a graça de forma fantástica, me fizeram aquele final do segundo ano idiota e voltamos para a 3º temporada bem descaracterizada com o início da série.
Mesmo assim tenho que admitir que quem produz o seriado sabe fazer ótimos ganchos entre os episódios. Ainda que tenha deixando de ser um excelente seriado, e que poderia terminar de forma espetacular, Prison Break ainda consegue render boas horas de diversão. Mesmo sabendo que fomos de certa forma “ludibriados” com este 3º ano o seriado continua com bons episódios.
Para quem não conhece, a série conta a história de Michael Scofield que tem uma idéia brilhante para tirar seu irmão de uma prisão de segurança máxima, onde foi preso injustamente acusado de matar o vice-presidente dos EUA num “mega-plano” de uma corporação. Scofield por ser um dos engenheiros que desenvolveu a arquitetura da prisão, bola um plano fenomenal. Tatua no corpo de forma “escondida” entre desenhos e símbolos, o mapa da prisão e algumas ‘cositas‘ a mais. Ele então assalta um banco e entra na mesma prisão para tirar o irmão de lá.
Depois da greve dos roteiristas só nos sobrou 13 episódios para esta terceira temporada. Demorei um pouco de assistir por priorizar outras coisas (outras séries também) e só terminei recentemente. Já deixou de ser o Prison Break que me encantei mas ainda sim é uma “outra coisa” bem divertida. Alguns “vilões” (se é que já não podemos apontar Scofield ou Burrows também como tal), são muito legais e continuam fazendo história no seriado.
O que me deixou chateado foi perder o principal atrativo da série, que era ter Scofield com o corpo todo tatuado onde, além do mapa da prisão, ele tinha vários códigos e localizações que iriam lhe ajudar na sua empreitada. Como esse elemento sumiu coitado do sujeito, sempre em sol escaldante no Panamá de camisa longa de manga, afinal, suas tatoos já não servem mais de nada. O “efeito McGyver” também meio que se perdeu, e apenas em poucos episódios vemos ele fazendo uso de suas ‘habilidades‘.
Esta terceira temporada foi tipo um “mini-retrocesso invertido” (quem assiste irá concordar comigo) da primeira temporada. Será que a 4º temporada também não será o mesmo só que com a segunda? Continuarei assistindo pois, mesmo não sendo o Prison Break que comecei a ver, a série continua de certa forma empolgante. Bons episódios sem dúvida. Irei ver a 4º temporada, mas por agora sem a religiosa regularidade do início, como faço com Lost e também fazia com 24 horas.
Veja no Antenando um pouco mais sobre a 4º temporada que já está sendo filmada.
O Melhor Amigo da Noiva (Made of Honor)
May 26th

Direção: Paul Weiland.
Roteiro: Adam Sztykiel, Deborah Kaplan, Harry Elfont.
Lançamento: 2008
Elenco: Patrick Dempsey, Michelle Monaghan, Kevin McKidd, Kadeem Hardison, Chris Messina, Richmond Arquette, Busy Philipps, Whitney Cummings.
Gênero: Comédia/Romance
Tempo: 101 minutos
Sinopse: Tom (Patrick Dempsey) e Hannah (Michelle Monaghan), são grandes amigos a mais de 10 anos. Ele é um namorador inveterado, enquanto ela pensa em se casar e nutre por ele um certo amor platônico. Depois de uma viagem de 6 meses pela escócia Hannah retorna e anuncia um casamento com um duque escocês, e ainda convida Tom para ser sua “madrinha de casamento”. Tom, depois de perceber que é com ela que quer ficar o resto da vida, ainda que relutante, acaba aceitando apenas para colocar em prática seu plano de atrapalhar tudo e poder ficar com ela.
Quem namora sabe muito bem como se portar nas suas idas aos cinemas. De vez em quando é bom ir assistir um filmezinho romântico, ou uma daquelas comédias leves. Tem vezes que na verdade é quase que uma forma de compensação por você ter levado sua namorada para assistir Rambo ou Velozes e Furiosos. Desta vez não tive que cumprir nenhuma penitência, tinha visto o trailer com minha amada e ela se interessou em assistir, e, confesso que até que não achei uma má idéia. Parecia ser mais um daqueles filmes batidos mas não tão ruim. Penitência terei que pagar semana que vem quando já fui altamente intimado para conferir Sex And The City, o qual nunca vi nem um segundo da série, imagine como estarei bem situado.
Patrick Dempsey foi o que mais me chamou a atenção, obviamente sem viadagem alguma ok? Tudo isso por causa de um grande clássico que ele protagonizou em 1987, Namorada de Aluguel. Neste outro filme (que em breve sairá em um “Esse Era Bala!“) ele era um ‘zé ruela’ que queria sair com a garota mais popular do colégio. Sem condições, ele decide pagar a menina para ser sua namorada por um mês. Quem tem o filme ainda guardado na mente, com toda a certeza, se lembrará da dança do tamanduá africano. Bom isso fica para um outro post.
Em “O Melhor Amigo da Noiva” ele na verdade interpreta um solteirão pegador, com uma vida de muitas mulheres e algumas regras que não fazem dele um bom moço. Depois de que sua melhor amiga, que sempre nutriu um amor platônico por ele, decide se casar, é que ele percebe que gosta realmente dela e é com ela que ele deve ficar. O filme ia muito bem, com boas cenas e boas risadas até este ponto. A partir do momento que somos levados para os preparativos do casamento e em seguida para escócia é que o filme perde toda a graça.
O quase nada de originalidade ou diversão que o filme mostra no início é perdido num instante. Daí logo voltamos para a velha fórmula das comédias românticas. Salvo por raros momentos nas belas paisagens escocesas e algumas curiosidades legais sobre os costumes locais, principalmente em relação ao casamento. Fora que tenho que confessar que Michelle Monaghan não inspira muitos suspiros, pelo menos na minha opnião. E para mim é estranho também desassociar a imagem de Patrick Dempsey que tenho formado na mente. Junte tudo isso a muitas previsibilidades e vocês já sabem tudo o que penso deste filme.
Na verdade o título nacional além de estragar uma “virada” do filme, mesmo ela não sendo boa, ainda lhe faz puxar a memória Julia Roberts em “O Casamento do Meu Melhor Amigo“. A fórmula no final das contas não muda muito, agora existe bastante diferença entre Julia Roberts e Patrick Dempsey ou ainda Cameron Diaz e Michelle Monaghan. Também achei que o casal aqui não pareceu muito ‘sintonizado‘.
Depois de um bom início o filme rapidamente deixa de surpreender e se torna apenas um ‘conglomerado‘ de clichês de filmes do gênero. Para quem gosta de ir no cinema ver comédias românticas pois sempre sabe o que lhe aguarda, e é justamente a certeza de não ser “surpreendido” com um roteiro fora do convencional que te leva até filmes deste tipo, pode ir assistí-lo sem medo e veja seu final feliz e manjado de sempre.
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