Polaroides Urbanas

Polaróides Urbanas
Direção: Miguel Falabella.
Roteiro: Miguel Falabella adaptação de peça teatral do mesmo autor.
Lançamento: 2008.
Elenco:
Marília Pêra, Arlete Salles, Natália do Valle, Neusa Borges, Marcos Caruso, Otávio Augusto, Juliana Baroni e Ana Roberta Gualda (Melanie).
Gênero: Comédia, Drama
Tempo: 82 min.

Sinopse: Adaptação cinematográfica da peça teatral “Como encher um biquini selvagem”, o filme traz a história de diversas pessoas do Rio de Janeiro que enfrentam problemas. Uma dona de casa que sente inveja da irmã e desaprendeu a sonhar, uma terapeuta que não sabe lidar com os problemas de sua filha, que por sua vez foi criada pela empregada, uma atriz em declínio, um garoto de programa, dentre outros.

Fui arrastado, literalmente, para o cinema para conferir este filme de Miguel Falabella. Tá bom, já fui totalmente preconceituoso ao cinema, afinal um filme da Globo e de Falabella já seria motivo de sobra para tal. Como previa, não é daqueles filmes que me agradam, agora, tenho que admitir que grande parte das pessoas irão gostar, teve até um sujeito que aplaudiu no final.


O filme é uma comédia misturada com drama com diversas histórias paralelas, praticamente um “Magnólia” do terceiro mundo, falando grosseiramente. As histórias na verdade têm uma ligação, algumas visíveis e outras que são deixadas de forma mais sutil. Em alguns momentos que o filme era para ser sério, com cenas dramáticas e com trilha sonora densa as pessoas riam. Não sei se isso é um ponto favorável.

Falar de tantos temas e da forma como é mostrada na tela também não me agradou muito. Aquela história de menina drogadinha filha de terapeuta, me poupe! Acho que Falabella quis dar uma de pessoa madura. O filme em alguns momentos perdia a característica de “filme” e mais parecia uma encenação teatral. Outros momentos eu achava que estava vendo uma novela da globo, ora “novela das oito”, ora “novela das sete”. Sem contar ainda que Juliana Baroni que interpreta uma autêntica “piriguete” (assista Cidade Baixa ou procure um dicionário de baianês) mais parecia que estava atuando em malhação.


Seria injusto ou desonesto aqui com a senhora primeira dama se eu não falasse que dei risada no filme. Marília Pêra é a única coisa que vale a pena em todo os 82 minutos de exibição. Ela tem um talento incrível para ser engraçada naturalmente e sem forçar a barra. Se o filme fosse feito só com ela seria no mínimo bom. Talvez para alguns ela valha até o ingresso.

É provável que eu tenha pegado pesado demais com um filme que acho que muitas pessoas irão gostar. Pesquisei pela internet e ví que no geral o público está adorando. Definitivamente não faz meu tipo, uma vez que ele me me fez lembrar tudo que não gosto: novela da globo, malhação, tramas ridiculas e batidas, dentre outras chatisses. Porra man! odeio muito tudo isso.

É óbvio todos esses fatos que levantei aqui pesaram muito na minha classificação. Achei ruim e não recomendaria para quem pensa assim como eu. Agora, se você se amarra nas novelas “das sete”, se emociona com as tramas exibidas nas “novelas das oito” e não perde um capítulo de malhação, pode ir correndo para o cinema, o filme foi feito para você.

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Author: Marcio Melo

Analista de Sistemas, amante da sétima arte desde os tempos imemoriais e com muito sangue nerd fervilhando em veias hipertensas, fundou o Porra, Man! com o intuito de comentar sobre cinema de forma descomplicada e fácil de entender. Nas horas vagas torce prum time que nunca vence e mata monstros que não existem.

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4 Comments

  1. Porra man, sem condições de ver esse filme. Eu lembro de após ver o trailer dele perguntar pra quem estivesse comigo: “qual a história desse filme”. Totalmente sem condições.

    Adorei o comentário “Magnólia do 3º mundo”. Chove sapo tb?
    ahahahahahahha

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  2. Não chove sapo mas a menina drogada louca vive falando em sapos e cobras e come até girinos, ou seriam piabas, nao sei bem. Fantástico hahaha.

    E vc tinha comentado foi comigo “qual a historia do filme”, acho que respondi “Fala sobre Tudo e Nada”

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  3. Pois é, Márcio.
    Disse tudo: “Fala sobre tudo e Nada”.
    Na minha concepção, o filme poderia sim, ser melhor. Mas, tenho que discordar com você quando insinua que a trama se trata de mais um flolhetim global. De maneira alguma. Como boa noveleira que sou, posso garantir, que o filme saiu da “rasa” profundidade das tramas, descendo sutilmente, a profundezas de quem está assistindo.
    É aquele típico filme que te faz se colacar dentro da tela e se perguntar “o que eu estou fazendo com a minha vida?”.
    E isso acontece com todos nós todos os dias, mas nem sempre nos damos conta disso.

    O filme pecou. Mas, tem bons créditos, nesse sentido.
    Entrei querendo dar risadas e agradeço à Marília Pera por isso (concordo com você, ela estava maravilhosa), mas saí meio pertubada…

    A percepção da realidade do filme é sutil, mas dá pra tocar se você se deixar se envolver de fato…

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  4. Bom, não me tocou (lá ele) em nada esse filme, na boa.

    Eu senti que ele queria fazer isso mesmo, só que não consegui levar nada a sério, por isso que não me emocionei nem fiquei pensando em minhda vida e muito menos sai pertubado do filme.

    Tinha momentos “tensos” em que todo mundo ria, como levar um filme desses a sério?

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