O Homem que Desafiou o Diabo

Direção:Moacyr Góes
Roteiro: Moacyr Góes, Bráulio Tavares, Nei Leandro de Castro.
Lançamento: 2007 .
Elenco: Marcos Palmeira, Flávia Alessandra, Fernanda Paes Leme, Lívia Falcão, Sérgio Mamberti, Renato Consorte, Helder Vasconcelos, Giselle Lima, Antonio Pitanga, Leandro Firmino da Hora, Leon Goes, Lúcio Mauro.
Gênero: Comédia.
Tempo: 106 min.

Sinopse: Cansado das humilhações sofridas pela sua esposa (Lívia Falcão), a qual teve que casar forçado depois de desvirginá-la, José Araujo (Marcos Palmeira) se torna Ojuara (Araújo ao contrário), um homem ‘valente’ que sai desbravando o sertão em busca de aventuras, cachaça e mulheres.

Não me pergutem porquê inventei de ver este filme. Tinha visto o trailer e não gostado de cara. Talvez alguma curiosidade mórbida preencheu meu cérebro e acabei conferindo ontem. É nesses momentos que fico decepcionado com o cinema nacional, fica se valendo de “cenários” já muito retratados em filmes que deram muito certo como “O Auto da Compadecida” ou “Lisbela e o Prisioneiro” para ganhar o público. Um nordeste bem artificial e caricato demais. Um filme que serve apenas como uma boa desculpa para conferir Fernanda Paes Leme, Flávia Alessandra e outras beldades nuas. É jogar na lama a imagem do cinema nacional que ultimamente tem feito excelentes filmes.


Ojuara é um sujeito que não tem medo de nada, principalmente do Diabo, como o próprio nome do filme diz. Aqui fica um ponto positivo, o “Cão Miúdo” é representado de uma forma muito legal pelo Helder Vasconcelos. Fora isso, de bom, temos apenas como eu já havia mencionado as belas atrizes peladas. Não é completamente, mas uma boa parte. Inclusive só serviram para isso mesmo, nada acrescentam a trama e não se parecem em nada também com típicas nordestinas, não estou falando fisicamente, mas sim na interpretação.

O filme vai se desenrolando e algumas cenas são tão baixaria que você acaba ficando com vergonha de ver. Fora que eu acho que deve ter sido de propósito, não é possível, Fernanda Paes fica banguela e nas cenas seguintes quando ela sorri está com um sorriso perfeito. Sem contar com a menina ruiva que tem pelos pubianos ruivos na “cor preta”, Ojuara inclusive queria matar essa curiosidade e guarda consigo um tufinho de lembrança. Entendeu? Isso é ser chato demais eu sei, mas não foram por essas besteiras que eu não gostei do filme.

A história é adaptada do livro “As Pelejas de Ojuara”, que deve ser melhor que o filme. Aposto que a imaginação de quem lê é muito melhor do que a retratação do nordeste nas mãos de Moacyr Góes, dos ‘incríveis’ filmes “Dom” e “Trair e Coçar é Só Começar”. Parece muito mais com aquele nordeste global, ou seja, uma terrível farsa. Apesar das belas mulheres nuas, da participação cômica de Otto e da bela atuação de Helder Vasconcelos como o Capeta com um gingado invejável, o filme realmente é uma lástima. Não perca seu tempo.
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