Jumper

Direção: Doug Liman
Roteiro: David S. Goyer, Jim Uhls, Simon Kinberg adaptação de obra de Steven Gould.
Lançamento: 2008
Elenco: Hayden Christensen, Samuel L. Jackson, Diane Lane, Jamie Bell, Rachel Bilson, Michael Rooker, AnnaSophia Robb, Max Thieriot, Jesse James, Tom Hulce, Kristen Stewart, Teddy Dunn.
Gênero: Ação, Aventura, Ficção Científica.
Tempo: 88 min.

Sinopse: Um jovem descobre ser capaz de se teletransportar para qualquer lugar. Ele aproveita este dom para ir a diversos lugares no mundo, assaltar bancos e manter uma vida de alto luxo. Depois de conhecer outro jumper (saltador) ele descobre que está metido em uma guerra secular em que pessoas conhecidas como “paladinos” caçam os jumpers.

Já estava devidamente avisado por diversos críticos ao redor do globo que estava prestes a ver uma grande “bomba” se fosse conferir o filme Jumper. Devidamente avisado e como todas as circunstâncias me deixaram como única opção conferir este filme, fui com minha pipoquinha de brinde que o cinema oferece, me acomodei numa poltrona antiga e tive que mudar de local umas 2 vezes para conseguir ver a tela, o cinema é um dos velhos aqui de Salvador, nada de poltronas reclináveis em formato “stadium”.

Engraçado que na fila da bilheteria tinha um “gringo” que estava com sérias dificuldades para comprar o bilhete pro filme, a funcionária não entendia nada de inglês. Ele queria ver “Ten Thousand B.C (10.000 A.C.)”. Ajudei os dois, informei o que ele queria ver e também avisei que iria passar muito tarde, no final das contas ele acabou tendo que assistir Jumper. De qualquer forma foi menos pior para ele, acredito eu.

Voltando ao que interessa, o filme, ele conta a história de um garoto que era tipicamente comediado no colégio e que gostava de uma menina muito simpática. Tendo sido abandonado pela mãe aos cinco anos de idade e tendo a criação apenas de um típico “nada exemplar” pai, ele acaba descobrindo um dia ter o poder de se teletransportar. Assim que domina o dom e descobre ser possível ir a “qualquer lugar” ele acaba assaltando bancos e conhecendo o mundo. Faz diversas coisas que muita gente queria fazer, “pular as partes chatas” da vida.

Depois de sair da adolescência e se tornar um jovem com um alto padrão de vida ele é interpretado por Hayden Christensen (preciso falar que ele é o ‘jovem” Darth Vader de Star Wars? Não assistiu a Vingança dos Sith? Lamentável!), ele acaba voltando para sua terra natal a procura do seu “amorzinho” da adolescência.

Seus problemas começam quando ele conhece outro saltador e descobre ainda estar envolvido numa guerra que vem desde os tempos da inquisição, em que um grupo de pessoas conhecidas como “Paladinos” caçam e exterminam os “Saltadores“, dando um motivo simplesmente esdrúxulo para mim, porquê só Deus teria o direito de estar em qualquer lugar ao mesmo tempo e porquê eles são malvados, se não são ainda vão ser. Roland é um típico vilão interpretado por Samuel L. Jackson. Daqueles vilões bem caricatos que Samuel adora fazer, recebendo sua grana acho que ele é capaz até de participar de uma novela da globo :D.

Mais uma vez assisto um filme que tem uma história fantástica a ser explorada e acaba caindo na mesmice, acaba virando um “salve a bela moça que está com o protagonista”. O personagem principal não se aproxima carismaticamente do público, não sei se era essa a intenção, os motivos para a guerra entre os paladinos e os jumpers é muito bobo e a história acaba não tendo nenhuma profundidade.

A trama é muito fraca, a história não ajuda muito mas o filme é divertido. Entretenimento puro, coma sua pipoquinha, fique com inveja do poder dos “Jumpers” e saia em paz da sala de cinema. O filme é curto e se você já for preparado para o pior, assim como eu fui, e ainda não levar a trama tão a sério vai acabar se divertindo. Acredite, na sala que fui as pessoas aplaudiram o filme. Não chega a tanto, muito longe disso. Muito mesmo.

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