Jogos de Poder
(Charlie Wilson´s War)
Direção: Mike Nichols.
Roteiro: Aaron Sorkin adaptação do livro de George Crile.
Lançamento: 2007 (EUA) / 2008 (Brasil).
Elenco: Tom Hanks, Julia Roberts, Philip Seymour Hoffman, Amy Adams, Emily Blunt.
Gênero: Drama / Biografia
Tempo: 97 min.

Sinopse: Charlie Wilson (Tom Hanks) é um congressista com ‘passe livre’ e grandes contatos e amizades no congresso americano no final da década de 80. Através de sua grande amiga Joanne Herring (Julia Roberts) ele descobre mais sobre a invasão soviética no Afeganistão. Com a ajuda de um agente da CIA, Gust Avrakotos (Philip Seymour Hoffman) ele vai em busca de aliados (nada convencionais), e principalmente verba, para acabar com o sofrimento do povo Afegão e também com a guerra fria. Adaptação de biografia escrita por George Crile.

Fui assistir este filme para matar o tempo, mesmo tendo visto o trailer e não me interessando muito, era minha única opção no horário e local. O filme que diz ser baseado em fatos reais funciona bem para quem gosta de dramas políticos, e Tom Hanks acaba o deixando bastante leve e até divertido em alguns momentos, um contraste grande com o problema que foi enfrentado na época, a destruição do Afeganistão pelo exército Soviético durante a Guerra Fria no final da década de 80.


Charlie Wilson é um sujeito que gosta do que faz, e o faz de modo bastante agradável e até um pouco controverso para uma pessoa de sua posição. Em seu gabinete só trabalham mulheres, e belas mulheres com bons decotes. Segundo ele, ensinar a datilografar ele pode fazer isso com qualquer mulher, agora ensinar a ter seios grandes não. Fora sua vida regada com boas bedidas e muitas mulheres, sua grande aliada (para todos os casos) é Joanne Herring (Julia Roberts), que interpreta uma ricaça com grandes contatos.

O filme tem um ritmo leve e quando você começa a se chatear aparecem momentos divertidos, nisso além de Tom Hanks temos Philip Seymour Hoffman como um agente da CIA sem ‘papas na língua‘. Ele rende também ótimos momentos. Foi inclusive indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante, tendo perdido merecidamente para Javier Bardem, o qual fez um trabalho excepcional em “Onde os Fracos Não Tem Vez”.


Se o povo Afegão sofre com a guerra, se temos a união Soviética detonando o país, o filme só choca em pouquíssmos minutos, se é que alguém pode conseguir se chocar com algo depois de ter visto Rambo IV, onde mutilação pouca é bobagem. Na maior parte do tempo você está sorrindo e até achando interessante as nuances da política norte-americana.

De fim o filme deixa uma mensagem mostrando o que todo mundo já sabe, onde foi que os Estados Unidos erraram com essa ajuda ao Afeganistão, o que todo ser humano no universo já sabe. Conseguiram arrecadar fundos gigantescos para apoiar a guerra, porém, logo em seguida, os abandonaram. Deu no que deu né?

Um filme bom e até divertido. Para quem gosta de Tom Hanks ou de dramas políticos mais ‘leves‘ vale a pena conferir.

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