Archive for March, 2008

Polaroides Urbanas

Polaróides Urbanas
Direção: Miguel Falabella.
Roteiro: Miguel Falabella adaptação de peça teatral do mesmo autor.
Lançamento: 2008.
Elenco:
Marília Pêra, Arlete Salles, Natália do Valle, Neusa Borges, Marcos Caruso, Otávio Augusto, Juliana Baroni e Ana Roberta Gualda (Melanie).
Gênero: Comédia, Drama
Tempo: 82 min.

Sinopse: Adaptação cinematográfica da peça teatral “Como encher um biquini selvagem”, o filme traz a história de diversas pessoas do Rio de Janeiro que enfrentam problemas. Uma dona de casa que sente inveja da irmã e desaprendeu a sonhar, uma terapeuta que não sabe lidar com os problemas de sua filha, que por sua vez foi criada pela empregada, uma atriz em declínio, um garoto de programa, dentre outros.

Fui arrastado, literalmente, para o cinema para conferir este filme de Miguel Falabella. Tá bom, já fui totalmente preconceituoso ao cinema, afinal um filme da Globo e de Falabella já seria motivo de sobra para tal. Como previa, não é daqueles filmes que me agradam, agora, tenho que admitir que grande parte das pessoas irão gostar, teve até um sujeito que aplaudiu no final.


O filme é uma comédia misturada com drama com diversas histórias paralelas, praticamente um “Magnólia” do terceiro mundo, falando grosseiramente. As histórias na verdade têm uma ligação, algumas visíveis e outras que são deixadas de forma mais sutil. Em alguns momentos que o filme era para ser sério, com cenas dramáticas e com trilha sonora densa as pessoas riam. Não sei se isso é um ponto favorável.

Falar de tantos temas e da forma como é mostrada na tela também não me agradou muito. Aquela história de menina drogadinha filha de terapeuta, me poupe! Acho que Falabella quis dar uma de pessoa madura. O filme em alguns momentos perdia a característica de “filme” e mais parecia uma encenação teatral. Outros momentos eu achava que estava vendo uma novela da globo, ora “novela das oito”, ora “novela das sete”. Sem contar ainda que Juliana Baroni que interpreta uma autêntica “piriguete” (assista Cidade Baixa ou procure um dicionário de baianês) mais parecia que estava atuando em malhação.


Seria injusto ou desonesto aqui com a senhora primeira dama se eu não falasse que dei risada no filme. Marília Pêra é a única coisa que vale a pena em todo os 82 minutos de exibição. Ela tem um talento incrível para ser engraçada naturalmente e sem forçar a barra. Se o filme fosse feito só com ela seria no mínimo bom. Talvez para alguns ela valha até o ingresso.

É provável que eu tenha pegado pesado demais com um filme que acho que muitas pessoas irão gostar. Pesquisei pela internet e ví que no geral o público está adorando. Definitivamente não faz meu tipo, uma vez que ele me me fez lembrar tudo que não gosto: novela da globo, malhação, tramas ridiculas e batidas, dentre outras chatisses. Porra man! odeio muito tudo isso.

É óbvio todos esses fatos que levantei aqui pesaram muito na minha classificação. Achei ruim e não recomendaria para quem pensa assim como eu. Agora, se você se amarra nas novelas “das sete”, se emociona com as tramas exibidas nas “novelas das oito” e não perde um capítulo de malhação, pode ir correndo para o cinema, o filme foi feito para você.

Jumper

Legal: 3 Controles

Jumper

Direção: Doug Liman
Roteiro: David S. Goyer, Jim Uhls, Simon Kinberg adaptação de obra de Steven Gould.
Lançamento: 2008
Elenco: Hayden Christensen, Samuel L. Jackson, Diane Lane, Jamie Bell, Rachel Bilson, Michael Rooker, AnnaSophia Robb, Max Thieriot, Jesse James, Tom Hulce, Kristen Stewart, Teddy Dunn.
Gênero: Ação, Aventura, Ficção Científica.
Tempo: 88 min.

Sinopse: Um jovem descobre ser capaz de se teletransportar para qualquer lugar. Ele aproveita este dom para ir a diversos lugares no mundo, assaltar bancos e manter uma vida de alto luxo. Depois de conhecer outro jumper (saltador) ele descobre que está metido em uma guerra secular em que pessoas conhecidas como “paladinos” caçam os jumpers.

Já estava devidamente avisado por diversos críticos ao redor do globo que estava prestes a ver uma grande “bomba” se fosse conferir o filme Jumper. Devidamente avisado e como todas as circunstâncias me deixaram como única opção conferir este filme, fui com minha pipoquinha de brinde que o cinema oferece, me acomodei numa poltrona antiga e tive que mudar de local umas 2 vezes para conseguir ver a tela, o cinema é um dos velhos aqui de Salvador, nada de poltronas reclináveis em formato “stadium”.

Engraçado que na fila da bilheteria tinha um “gringo” que estava com sérias dificuldades para comprar o bilhete pro filme, a funcionária não entendia nada de inglês. Ele queria ver “Ten Thousand B.C (10.000 A.C.)”. Ajudei os dois, informei o que ele queria ver e também avisei que iria passar muito tarde, no final das contas ele acabou tendo que assistir Jumper. De qualquer forma foi menos pior para ele, acredito eu.

Voltando ao que interessa, o filme, ele conta a história de um garoto que era tipicamente comediado no colégio e que gostava de uma menina muito simpática. Tendo sido abandonado pela mãe aos cinco anos de idade e tendo a criação apenas de um típico “nada exemplar” pai, ele acaba descobrindo um dia ter o poder de se teletransportar. Assim que domina o dom e descobre ser possível ir a “qualquer lugar” ele acaba assaltando bancos e conhecendo o mundo. Faz diversas coisas que muita gente queria fazer, “pular as partes chatas” da vida.

Depois de sair da adolescência e se tornar um jovem com um alto padrão de vida ele é interpretado por Hayden Christensen (preciso falar que ele é o ‘jovem” Darth Vader de Star Wars? Não assistiu a Vingança dos Sith? Lamentável!), ele acaba voltando para sua terra natal a procura do seu “amorzinho” da adolescência.


Seus problemas começam quando ele conhece outro saltador e descobre ainda estar envolvido numa guerra que vem desde os tempos da inquisição, em que um grupo de pessoas conhecidas como “Paladinos” caçam e exterminam os “Saltadores“, dando um motivo simplesmente esdrúxulo para mim, porquê só Deus teria o direito de estar em qualquer lugar ao mesmo tempo e porquê eles são malvados, se não são ainda vão ser. Roland é um típico vilão interpretado por Samuel L. Jackson. Daqueles vilões bem caricatos que Samuel adora fazer, recebendo sua grana acho que ele é capaz até de participar de uma novela da globo :D .

Mais uma vez assisto um filme que tem uma história fantástica a ser explorada e acaba caindo na mesmice, acaba virando um “salve a bela moça que está com o protagonista”. O personagem principal não se aproxima carismaticamente do público, não sei se era essa a intenção, os motivos para a guerra entre os paladinos e os jumpers é muito bobo e a história acaba não tendo nenhuma profundidade.


A trama é muito fraca, a história não ajuda muito mas o filme é divertido. Entretenimento puro, coma sua pipoquinha, fique com inveja do poder dos “Jumpers” e saia em paz da sala de cinema. O filme é curto e se você já for preparado para o pior, assim como eu fui, e ainda não levar a trama tão a sério vai acabar se divertindo. Acredite, na sala que fui as pessoas aplaudiram o filme. Não chega a tanto, muito longe disso. Muito mesmo.