Onde os Fracos Não Tem Vez (No Country For Old Men)

Direção: Ethan Coen e Joel Coen.
Roteiro: Ethan Coen e Joel Coen adaptando livro de Cormac McCarthy.
Lançamento: 2007 (EUA) / 2008 (Brasil)
Elenco: Tommy Lee Jones, Javier Bardem, Josh Brolin, Woody Harrelson, Kelly Macdonald
Gênero: Drama / Suspense
Tempo: 122 min.

Sinopse: Enquanto caçava, Llewelyn Moss (Josh Brolin) encontra entre traficantes mortos, em uma verdadeira cena de guerra, uma maleta contendo 2 milhões de dólares. Ele decide simplesmente ficar com o dinheiro sem avisar à polícia. Isso acaba o colocando na mira de um assassino psicopata (Javier Bardem) que, logicamente, quer recuperar o dinheiro. Enquanto Moss tenta se manter longe da mira do assassino, o chefe de polícia Ed Tom Bell (Tommy Lee Jones) fica encarregado do caso e tenta entender o mundo em que vive atualmente no meio desse turbilhão.

Vencedor de 4 Oscars, incluindo o principal de melhor filme, Onde os Fracos Não Tem Vez é daqueles filmes com um final de lhe deixar paralisado por um bom tempo, até você assimilar o que realmente quiseram lhe mostrar. Se você é daqueles que odeiam filmes com finais nada usuais e só gostam daqueles filmes do tipo, Zé roubou um carro a polícia corre atrás e prende, não assista de forma alguma este filme, já vi diversos acessos de fúria pela internet com os comentários de pessoas que o assistiram e não gostaram nem um pouco do seu final. Tem muita gente querendo o dinheiro de volta, acreditem.

Antes de tudo tenho que falar novamente sobre a escolha do título aqui no Brasil. Já comentei em alguns filmes no ano passado sobre este assunto, porquê continua assim eu não sei. Parece que quem viu o filme entendeu errado, não sei, ou talvez achou que fosse ofensa traduzir de forma mais fiel para “Onde os Velhos Não Tem Vez”. Faria mais sentido.

Josh Brolin interpreta Llewelyn Moss, um sujeito inocente o suficiente para achar que poderia escapar tranquilamente com uma valise com 2 milhões de dólares, oriunda do tráfico de drogas. Para piorar sua situação, na sua cola está Anton Chigurh interpretado espetacularmente por Javier Bardem (assista também com ele Mar Adentro, sensacional). Chigurh não é um assassino qualquer atrás de reaver o dinheiro, é simplesmente um doente psicopata sem nenhum escrúpulo, sem nenhuma piedade e totalmente insano ao ponto de, quando está muito benevolente, lhe dar a chance de sobreviver se acertar no cara ou coroa. Sem contar que ele mata na maioria das vezes com um tubo de ar comprimido.

Ao mesmo tempo em que Moss tenta sair da mira de Chigurh e também manter sua esposa (Kelly Macdonald) longe de toda a confusão, o “Xerife” (Chefe de Polícia) Ed Tom Bell (Tommy Lee Jones) fica querendo muito mais ajudar Moss, por ser também do Texas como ele e burro o bastante para se meter nessa confusão, do que recuperar o tal dinheiro e prender os bandidos.

Como eu disse no início deste post, o final do filme pode ser surpreendente para alguns, para outros (como eu) ele é surpreendente apenas por alguns instantes. Você então percebe que a história principal do filme não é apenas a do carinha fugindo com a grana do psicopata louco e sem piedade, mas também de Tom Bell, que se vê como um homem velho demais para os tempos atuais. Como é que as coisas mudaram tanto sem ele perceber? Toda essa violência, essa ganância. Tudo o que ele queria era apenas que o tempo parasse, ou então que as coisas voltassem a ser como antigamente.

Related Posts with Thumbnails