Direção: Jason Reitman.
Roteiro: Diablo Cody
Elenco: Ellen Page, Michael Cera, Jennifer Garner, Jason Bateman, Olivia Thirlby, J.K. Simmons, Allison Janney, Rainn Wilson, Lucas MacFadden.
Gênero: Drama/Comédia.
Tempo: 92 min.

Sinopse: Juno (Ellen Page) é uma adolescente que acaba engravidando de seu melhor amigo Paul Bleeker (Michael Cera). Achando ainda não estar pronta para ser mãe, com a colaboração de seus pais e sua melhor amiga, ela decide então doar o seu filho para um casal que conheceu em um anúncio e que estão loucos para adotar uma criança.

Juno é o azarão dos que estão concorrendo ao Oscar de melhor filme e, surpreendentemente, é o que deu mais certo nas bilheterias. Lançado ano passado nos Estados Unidos, só agora às vésperas do Oscar que ‘Tupiland‘ foi agraciado com sua aparição nos cinemas. Trata-se de um filme ‘bonitinho‘ com uma história ‘fofinha‘. Há quem o compare com Pequena Miss Sunshine pelo fato de serem filmes ‘indies‘ que entraram como azarões no Oscar. Se tivesse que escolher entre os dois filmes ficaria com “Pequena Miss Sunshine”, que é muito mais legal.
Quando vi os trailers percebi que quiseram vender o filme com uma comédia, o que de fato não é bem assim. Na verdade só o assisti por estar concorrendo ao Oscar e por ter gerado muitas boas críticas mundo a fora, pois não tinha visto nada demais. Juno, interpretada por Ellen Page (MeninaMá.com), é bastante sarcástica e digamos assim ‘boca suja‘, entretanto é uma menina bem decidida no que quer fazer; se livrar da “coisa” que está nascendo em sua barriga. Ela acaba querendo fazer o processo da melhor forma possível tentando doar a criança para pais que sejam legais e responsáveis.
De uma história que podemos taxar como banal, gravidez na adolescência, o filme que foi vendido como comédia e tenta no início ser engraçado, acaba sendo bom justamente nos momentos mais dramáticos. Eu assisti e enquadraria ele muito mais como um drama do que como uma comédia adolescente, independentemente de termos Michael Cera (Superbad – É Hoje!) como Bleeker o pai da criança na barrigada de Juno, como uma verdadeira figura rara e com um jeito totalmente esquisito e engraçado.

A trilha sonora é altamente ‘Indie‘. As músicas cairam na graça da galera triste-descolada-cortadora-de-pulsos (não me batam fãs do Weezer). Temos de Belle and Sebastian a Sonic Youth, Velvet Underground, etc.

Para mim o filme deixou transparecer que os supostos problemas da gravidez na adolescência e adoção de crianças são muito simples de se resolver. Eu também não cheguei a me empolgar com ele a ponto de adorá-lo ou achá-lo uma obra fantástica. É um bom filme apenas, com um desfecho talvez surpreendente para alguns, mas que soube transformar uma história ‘batida‘ em uma bela obra dramática, com direito a ótimas atuações. Vale a pena conferí-lo nos cinemas, acho que muita gente vai se emocionar com a história.

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