Cine Cult: Tomates Verdes Fritos (Fried Green Tomatoes) [1991]

Tomates Verdes Fritos (Fried Green Tomatoes)
Direção: Jon Avnet
Roteiro: Fannie Flagg, Carol Sobieski
Elenco: Kathy Bates, Mary Stuart Masterson, Mary-Louise Parker,Jessica Tandy
Gênero: Drama
Tempo: 130 min

Sinopse: Evelyn Couch está tendo problemas em seu casamento e tenta solucioná-lo de diversas formas, entretanto, ninguém a leva a sério. Um dia visitando uma parente no hospital ela acaba conhecendo Ninny Threadgoode, uma senhora que conta a ela a história de Idgie Threadgoode, uma jovem dos anos 20 do Alabama que era uma grande amiga. Enquanto vai ouvindo as histórias sobre Idgie, Evelyn vai se inspirando para melhorar seu casamento e aprendendo mais sobre a vida.

Vou iniciar uma nova categoria aqui no blog, o “Cine Cult”. Dedicado a momentos em que eu vou tentar me tornar uma pessoa mais “madura” assistindo filmes considerados Cults.

Se os críticos torcem o nariz para aqueles filmes comerciais que geralmente adoramos, também torcemos o nariz para os filmes titulados como “Cult“. Acaba que que todo mundo tem sua parcela de razão e de erro.

Tomates Verdes Fritos (Fried Green Tomatoes), que agora se chama “Tomates Verdes E Fritos” (não sei porquê a mudança), é um filme que a ‘grosso modo’ pode ser dito como filme para mulheres, entretanto, acabei vendo no Telecine Cult no mês passado, muito mais pelo seu nome estranho do que pela história ou atores. Já tinha ouvido falar nele a tempos atrás (o filme é de 1991), mas nunca procurei saber da sua história, afinal, seu nome já é curioso o bastante.

A trama é sobre uma dona de casa insatisfeita com o seu casamento. Ela tenta arrumar diversas formas para ‘apimentar‘ e melhorar seu relacionamento com o marido, o qual, anda muito relapso e só pensa em ver esportes na tv e tomar sua cervejinha, o típico esquema marido e mulher casual que se conhece mundo a fora.

Certo dia, Evelyn Crouch conhece uma senhora de idade e logo fazem amizade. Ela então começa a contar uma história sobre uma grande amiga que conheceu no passado. São justamente nesses momentos, quando o filme volta ao passado e nos mostra a tal história que ele fica bom.

Apesar de ser um filme mais indicado para o público feminino, o resultado final é um bom filme. A história acaba sendo uma daquelas previsíveis e muito bonita, sobre uma amizade intensa entre duas mulheres (beirando muito um amor incondicional). O tema do racismo também é abordado, já que a história que a senhora conta é sobre uma jovem de 1920 que vivia no Alabama e que tinha muito amizade com os negros, o que naquela época era algo muito anormal.

Caso você tenha a oportunidade de assistí-lo na tv acho que vale a pena, não sei se ele é tão bom ao ponto de você ir numa locadora para vê-lo.

Imagino que esteja querendo saber porquê o nome do filme não? É sobre um prato servido na lanchone que Idge (a tal amiga da história que a senhora conta durante o filme) trabalhava, que era justamente tomates verdes fritos. Deve ser uma delícia ein?

Claro que devem ter metáforas mil com o nome do filme, ou nas cenas e tudo mais, só que eu estou verde tal qual os tomates do título do filme nesse quesito, quando ver mais cults como este e me tornar uma pessoa madura eu vou compreender todos e passar para vocês 😀

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Author: Marcio Melo

Analista de Sistemas, amante da sétima arte desde os tempos imemoriais e com muito sangue nerd fervilhando em veias hipertensas, fundou o Porra, Man! com o intuito de comentar sobre cinema de forma descomplicada e fácil de entender. Nas horas vagas torce prum time que nunca vence e mata monstros que não existem.

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11 Comments

  1. Rapaz, eu vi essa matéria sua, comentando um pouco sobre o filme “Tomates Verdes Fritos” (o qual eu ainda não assisti) e não aguentei…

    Esses dias, eu assisti Tomates Assassinos! Um filme verdadeiramente “trash”! =D

    Enfim, parabéns pela ótima matéria. Talvez eu crie coragem para começar a assistirs esses filmes “cults” (apesar de não fazerem o meu gênero)

    Abraços, Eduardo

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  2. Tomates verdes fritos é excelente!
    🙂

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  3. Tomates assassinos esse eu vi um pedaço tem muito tempo. Vou procurar, filme trash é massa hahaha

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  4. Nunca tive coragem de assistir esse filme, só pelo nome já me da enjôo.

    Esses filmes meio devagar demais não consigo assistir não…

    O Adsense já está lá, faltam só os links para publicar em outros sites.

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  5. Porra man, esse filme não tem nada de “cult”, além do fato de ter passado no Telecine Cult.
    ahahahahahahah

    E pelo menos pra mim, filmes “cult” e “maduros” não são necessariamente a mesma coisa.

    Por exemplo, os filmes de Zé do Caixão são “cult” e nem por isso são “maduros”.

    E cuidado ao falar dos “críticos” pois vc agora faz parte dessa “classe”.

    Somente um “crítico” não iria gostar de um filme comercial tão bom quanto “O Magnata” sem nem assistir o filme todo.

    hahahahahahahah

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  6. Adoro a Mary-Louise Parker!

    Abraços.

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  7. Tanta birra, parece ate que é fã de Magnata esse Ramon, elegeu entre os piores do ano assim como eu.

    Eu so nao precisei mais de 20 minutos para pereceber isso, por isso fui embora hahaha

    E para mim, passou no telecine cult é cult. Vou ver se agendo 1 vez na semana ou cada 15 dias para ver um no telecine cult.

    😛

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  8. é isso aí! a internet tem dessas porcarias. como se já não bastassem os críticos, agora com os blog’s, podemos ter a chance de ler críticas de quem não entende nada de cinema. cara, se vc escreveu tanta asneira de um filme simples, que jamais teve pretensão de ser outra coisa, senão simples e direto e sim, trata de amor e sensualidade feminina (coisa que aliás, os “homens porra” nunca alcançarão)e isto não foi colocado de forma subliminar, imagino o que vc escreveria assistindo a filmes de fellini, antonioni, bertolucci, Krzysztof Kieslowski, bergman, glauber rocha e até mesmo hitchcock que talvez vc já tenha ouvido falar. melhor que não veja mesmo, para que depois não queira escrever sobre. de qualquer forma, não fará diferença, pois esta foi a primeira e última vez que leio algo seu. perda de tempo! mas é isso mesmo, a indústria cinematográfica precisa de “porra’s man” para que filmes trash, explosivos ou com tortas sendo abusadas sexualmente, tenham bilheteria. a propósito, você já assistiu EDUCATORS?
    rose

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  9. Rose em nenhum momento eu disse que “entendia” de cinema, pelo menos não no nivel que vc deseja.

    Se tivesse lido sobre o que trata esse blog não tinha ficado tão revoltadinha 🙂

    “Aqui vou comentar de forma descompromissada e amadora sobre cinema, filmes, seriados, tv e coisas afins. Comentarei não como um crítico chato que fica apontando para itens como enquadramento angular de cenas ou metáforas invisíveis, mas sim como uma pessoa comum.”

    Crie seu blog e faça críticas a altura que vc acha que os filmes devam ter, assista os filmes que vocÊ acha que devam ser assistidos ok? Vou continuar fazendo o que gosto, até porque para cada pessoa como você existem 100 outras que pensam o contrário, e pra essas outras 100 que escreveo, não para vocês pois não estou a sua altura.

    “Porra, man!” é uma expressão, tem também no “sobre” do blog.

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  10. Well… well…

    Assim que li seu post já pensei – os amigos vão apoiar, mas, com certeza ABSOLUTA, alguém vai parar aqui pra “descer o pau” (nossa amiga Rose confirmou minha teoria).
    Nou sou crítica de cinema. Não sou cult – por mais que, toda vez, eu sempre acabe na sessão que a locadora resolveu nomear como “cult/artes”. Não entendo patavinas disso. Mas… vem cá: agora só quem é formado pode falar o que pensa, é isso então? Ou só quem faz o tipo pseudo-intelectual-leio-lacan-e-ando-com-O-Capital-debaixo-do-braço é que merece crédito? Pára por aí, neh?!
    O lance é que hoje todo mundo tem uma necessidade maluca de rotular tudo. Eu mesma acabei de fazer isso agora com meu “pseudo-intelectual…”. Se o filme é “cult” ou se não é, se estourou nos cinemas ou não, se ele faz girar a máquina sanguinolenta da produção de filmes estadunidense (como diz um amigo meu) ou não, E DAÍ? O filme é legal? Faz sentido pra vc? É mamão com açúcar? É um porre? Dá sono? É superestimado? Essa é que é a questão.
    Sempre discuto com uma amiga por causa de um tal “antes do pôr-do-sol” (ou “antes do amanhecer” ? sei lá o nome certo… acho que são dois mesmo… quase idênticos). Ela ama esses filmes e eu acho eles ridículos. Um saco. Falas mal elaboradas, Péssimo elenco, e por aí vai. Tenho meus argumentos e ela, os dela, mas no fundo, é td subjetivo. Já diz minha mãe: gosto e … cada um tem o seu, neh?!
    Então se vc acha que o filme é uma boa opção pra se passar aquela tarde tediosa no meio da semana, blza. É o que vc acha 😉

    By the way. O filme é muito bom. Mas que ele foi SUUUUUUUPERestimado, foi. Também assisti achando que ia ser “O” filme, mas…

    Ó: se vc estiver afim de ver uns filmes que pouca gente ouviu falar, mas que são legaizinhos, assiste os do Woody Allen (sim, eu sei, ele é um dos diretores “cult”). Tem mta coisa boa dele q não virou febre. O filme “interiores” é um drama meio psicológico bastante incômodo. Vale a pena ^^

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  11. Jess, infelizmente os rótulos são sempre colocados em qualquer que seja o filme feito hoje em dia.

    Este lance de filme “cult” tem muita gente que acha inacessível ou então que só pessoas com alto grau de sabedoria podem assistir ou comentar o que acham.

    Concordo com o seu comentário.

    E aqui no blog eu procuro assistir os filmes e dizer o que penso e não tenho medo dos comentários contrários, eles estão aí para isso mesmo.

    Um abraço e obrigado por suas palavras aqui no Porra, Man!

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