Direção: Cao Hambuguer
Roteiro: Adriana Falcão, Claudio Galperin, Cao Hamburger, Bráulio Mantovani, Anna Muylaert
Elenco: Michel Joelsas, Germano Haiut, Paulo Autran, Simone Spolador, Eduardo Moreira, Caio Blat, Daniela Piepszyk,Liliana Castro, Rodrigo dos Santos
Gênero: Drama
Tempo: 104 min

Sinopse: Em 1970 próximo a Copa do Mundo, os pais de Mauro (Michel Joelsas), saem de Belo-Horizonte assustados para deixá-lo casa do avô (Paulo Autran) por um tempo. Eles explicam a Mauro (que possui apenas 10 anos) que vão sair de férias, e deixa bem claro para ele responder o mesmo quando perguntarem por eles. O pai de Mauro, Daniel (Eduardo Moreira) diz que vai voltar antes da Copa. Quando Mauro chega na casa do avô descobre que ele morreu de um ataque fulminante e acaba ficando na casa do vizinho, Sholmo (Germano Haiut), esperando ansiosamente por alguma notícia de seus pais.

O texto abaixo possui alguns Spoilers, portanto, se não quer saber nada sobre a trama pare a leitura aqui.

Tem alguns filmes que assisto e já fico pensando na hora de comentar no blog: “Esse eu vou ser ofendido”. O ano em que meus pais saíram de férias foi bem elogiado e aceito pela crítica. Eu particulamente não gostei tanto assim.

A obra tem um apelo dramático muito ‘bonitinho‘ do garoto a espera interminável da volta de seus pais, uma vez que ele está ‘sozinho‘ num prédio cheio de estranhos, e todos judeus. O tempo vai passando e ele vai fazendo algumas amizades, principalmente com sua vizinha de mesma idade Hanna (Daniela Piepszyk). Entre partidas de futebol de botão e os jogos do Brasil, Mauro (Michel Joelsas) vai ficando cada vez mais apreensivo com a volta de seus pais. A coisa piora quando ele começa ver entre os jogos do Brasil e toda a ‘festa‘ que a copa de 1970 foi, o movimento dos militares e policiais nas ruas.

É um filme daqueles com metáforas sobre a falsa felicidade e toda a opressão nos tempos da ditadura, camuflado também com a copa de 1970. Aquela velha máxima do “país do futebol”. Tem também o lance com a posição e ‘profissão‘ de goleiro, solitário e o mais importante (na opnião que deixa transparecer o filme) do jogo.


Não é que o filme seja ruim, só que não aguento mais filmes sobre ditadura, judeus, protestos, diretas já (esse tema não apareceu neste), etc. Aquele “Olga“, por exemplo, me deixou altamente chateado quando vi. Parece que não cansam dessa temática. O problema com certeza não é do filme que cumpriu seu papel agradando a imensa maioria dos que viram, principalmente da crítica e dos ‘entendidos’ de cinema. O problema é meu mesmo, que achei o filme chato demais e fiquei torcendo como louco (muito mais do que os que torceram por Pelé e cia na copa de 70) pela volta rápida dos pais de Mauro e principalmente pelo fim do filme.

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