A Bússola de Ouro
(The Golden Compass)
Diretor: Chriz Weitz
Roteiro: Chriz Weiz (filme) / Phillip Pulman (Livro)
Elenco: Nicole Kidman, Daniel Craig, Dakota Blue Richards, Eva Green, Sam Elliot
Tempo: 113 min

 

Sinopse: Lyra Belacqua (Dakota Blue Richards) é uma menina orfã que vive num mundo paralelo ao nosso, na Universidade Oxford. Em seu mundo cada ser humano possui um “Daemon“, que é a personificação de sua alma em forma animal, cada qual com sua personalidade distinta. Sua vida acaba sofrendo uma grande reviravolta quando ela e seu Daemon, Pan, descobrem a existência de uma misteriosa substância conhecida como ‘‘, que as autoridades religiosas estão tentando esconder a verdade por acreditarem que representa o mal, e também quando conhece a misteriosa Srta. Coulter (Nicole Kidman). Indo atrás do enigmático Lorde Asriel (Daniel Craig), que está rumando para o norte em busca de novas descobertas a respeito do pó, e tentando saber quem está por trás do desaparecimento de diversas crianças (incluindo seu melhor amigo), Lyra ruma ao norte em uma fascinante aventura com a ajuda de um instrumento único e ancestral, a bússola de ouro, que é capaz de sempre contar a verdade.

Os comentários abaixo possuem alguns pequenos Spoilers, se você ainda não viu o filme e não deseja saber nada sobre ele, não continue a leitura.

Expectativa de vez em quando pode atrapalhar o julgamento de algo qualquer, no caso do filme A Bússola de Ouro, quando obtive as primeiras notícias que estavam produzindo o filme fiquei altamente ansioso para vê-lo, por ter lido a trilogia Fronteiras do Universo. Depois da estréia começaram a surgir as primeiras críticas e dei uma desanimada. Só que foi até bom pois acabei gostando mais do que estava esperando. Depois de tanto falarem e dos resultados nas bilheterias terem mostrado uma liderança tanto nos EUA quanto no Brasil (nos primeiros dias de estréia), os valores foram muito abaixo das expectativas, principalmente pelo que foi investido e por ter sido alerdeado que seria o sucessor da trilogia Senhor dos Anéis já que foi produzido pela mesma distribuidora, a New Line Cinema.

O filme não é tão ruim quanto imaginei, assisti e gostei. Claro que falta ainda bastante para ser um filme altamente recomendado. Os efeitos especiais estão muito bons (como eu já tinha comentado), e também todo visual e figurino do filme, deixa tudo bem próximo da nossa realidade e não fica parecendo um besteirol qualquer com ursos falantes, baloneiros guerreiros e bruxas voadoras, mas sim um belo filme de fantasia.

O problema da Bússola de Ouro é que é tudo tão depressa que se você bobear para coçar o nariz ou bocejar, pode ter perdido uma parte importante do filme ou algo em torno de 10 páginas de livro. Eu que particulamente não me ‘stresso‘ mais tanto com adaptações de livros, principalmente por ver Harry Potter ser dilacerado nos cinemas, fiquei um pouco confuso com o ritmo frenético que as coisas são exibidas. Parece que estão cuspindo tudo de vez. Mal dá tempo de você se afeiçoar e se importar com Iorek Byrnison, o urso de armadura, ou com Lee Scoreby o balonista, muito menos ver alguma importância em Serafina Pekalla, a feiticeira, que se muito aparece em 10 minutos o filme inteiro.

Para quem leu o livro sabe muito bem que os personagens são bem desenvolvidos, a história é bem definida e principalmente existe um ataque direto com a igreja, que no filme, para quem não reparar bem pode achar que o tal magistério é apenas um grupo político local. Pegaram muito leve talvez com medo das críticas, que vieram mesmo assim e acabaram distorcendo um pouco um dos pontos mais fortes da obra Philip Pulman. Quero só ver como vão fazer com os próximos livros, onde se intensifica ainda mais essa ‘batalha‘, se é que vão fazer os próximos filmes depois do resultado “brochante” nas bilheterias.

Outro ponto importante é que quem leu a bússola dourada (virou de ouro depois, sou birrento mesmo) percebeu claramente que terminaram o filme um pouco antes do final do livro. Não que o final apresentado lá seja mais conclusivo, na verdade acho que fica muito mais aberto e instingante, só que acho que não custava nada apresentar. Correram tanto durante a trama para chegar e cortar a cena final, vá entender!

Ainda assim acho que A Bússola de Ouro, apesar de parecer um pouco ‘sem emoção‘, serve bastante como uma boa diversão mesmo para quem não leu o livro.

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