Imagine o seguinte cenário:

É domingo e dona patroa tá afim de ir no cinema. Escolhemos um filme que estávamos querendo conferir (Saneamento Básico), olhamos o horários e seguimos pro ‘recinto’. Chegando lá temos a bela supresa de que o horário informado no site estava errado, o filme só iria começar dentro de 2 horas. Olhei outras opções e vi que só nos restou “Licença para Casar (License to Wed)“. Logo de cara eu penso, comédia romântica = um casal vai se conhecer/apaixonar e no meio da trama alguma coisa vai impedir/atrasar o relacionamento deles e no final eles vão viver felizes para sempre, no meio pode ter algumas piadinhas pra ‘animar’.

Dentro do cenário acima Licença para Casar não chega a ser ruim, é até bonzinho. Se você já abstraiu que está com a pessoa que você ama, não tem outra opção, já se preparou para ver mais uma comédia romântica, o resto você releva numa boa.

O filme conta a história de Ben Murphy (John Krasinsky) que decide se casar com sua noiva Sadie Jones (Mandy Moore) em uma cerimônia religiosa com o padre da “família” da noiva bem a moda antiga. Só que ele não esperava ter que lidar com o ‘mala’ do Reverendo Frank (Robin Williams), que diz que só vai casar os pombinhos se eles passarem em seu ‘curso para noivos’. Desse momento em diante Frank faz um monte de coisa para atazanar a vida do pobre Ben. Algumas cenas são batidas, mas você até ri um pouco, Mandy Moore só ‘serve’ para ficar fazendo carinhas e bocas, de resto nada adiciona.

Preciso contar o final? Não né, as novelas da globo estão aí fazendo escola. Pra quem não se encontra num cenário como o que descrevi no início do post, não suporta comédias românticas e não consegue abstrair todos os clichês, não recomento o filme. Se estiver no ‘clima’ e sem nada melhor para fazer garanto que não vai lhe matar, é capaz de, assim como eu, você até se divertir um pouco com o filme.

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