Primo Basílio

O filme Primo Basílio, dirigido por Daniel Filho, adapta o romance de mesmo nome de Eça de Queiroz numa época mais recente na cidade de São Paulo. Conta a história de Luísa (Débora Falabela), uma jovem casada com Jorge (Reynaldo Gianecchini), que reencontra uma velha paixão de infância, o seu primo Basílio (Fábio Assunção). Basílio começa a visitá-la frenquentemente quando seu marido viaja a trabalho para a construção de Brasília. Glória Pires interpretada a ‘judiada‘ empregrada de Luísa, Júlia.

Produções da Globo Filmes geralmente me dão arrepios, não que todas sejam ruins, eu é que já fico temendo o pior, esperando ver uma novela da globo em 2 horas. Primo Basílio não chega a ser de todo mal, porém, mesmo para mim que não cheguei a ler o livro (sim, eu só li os velhos resumos das obras de literatura em minha época de colégio), o enredo é a única parte que se salva no filme. Méritos apenas para Eça de Queiroz.

Aquela velha adaptadinha brasileira para obras de sucesso, como aconteceu em Dom, adaptação da obra Dom Casmurro (essa eu lí 😛). Pelo que fui ouvindo falar da minha amada que leu o livro, alguns personagens foram bem distorcidos por Daniel Filho, Jorge, por exemplo, era pra ser barrigudo e não muito belo e o que fizeram? Colocara um bigode em Gianecchini, pimba! A jovem Luísa na obra original é uma mulher bastante alienada e romântica, vivia lendo livros de romance, etc. No filme Luisa é mostrada apenas uma vez vendo TV (que recebe um close de cegar, do tipo “ELA ESTÁ VENDO TV”.

O final eu achei um pouco mexicanizado mas nada que lhe faça sair correndo do cinema. Eu diria que é um filme para aqueles que adoraram a obra de Eça de Queiroz e queiram ver uma adaptação brasileira para ter certeza que a obra original é muito melhor. Quem gosta de novelas globais provavelmente também vai adorar assistir. Tem todo aquele jeitinho melodramático global de ser.

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Author: Marcio Melo

Analista de Sistemas, amante da sétima arte desde os tempos imemoriais e com muito sangue nerd fervilhando em veias hipertensas, fundou o Porra, Man! com o intuito de comentar sobre cinema de forma descomplicada e fácil de entender. Nas horas vagas torce prum time que nunca vence e mata monstros que não existem.

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