A 7º Temporada de 24 Horas
Sep 2nd
Como uma pessoa que se diz fã de Jack Bauer, comentar com séculos de atraso a sétima temporada da série que já chegou ao fim desde maio deste ano é algo bastante errado, eu sei. Por isso serei breve nos comentários e não tardará muito comentarei também sobre a oitava e última temporada desta que é uma das melhores séries televisivas já produzidas.
A demora em continuar acompanhando a série se deu por causa da 6º temporada, que começou muito bem mas o ‘arco final’ foi totalmente desinteressante em minha opinião. Saímos de problemas maiores para questões familiares e toda aquela história de papai Bauer não prendeu a minha atenção. Fora isso me faltava realmente tempo para colocar 24 horas em minha grade de programação diária.
O grande trunfo desta sétima temporada é sem dúvidas o retorno de Tony Almeida. A entrada de seu personagem “ressuscitado” trouxe importantes ganchos, afinal, nunca se sabe ao certo (pelo menos até o desfecho) de qual lado ele realmente está.
O filme de 2 horas (Redemption) que serviu como prelúdio teve suas consequências bem estruturadas no arco inicial. E o melhor de 24 horas é isso, os problemas mudam e quando algo é resolvido sempre tem outra coisa por trás (lá ele). Sem contar que raros são os personagens com atitudes definidas e destinos certos, aquela coisa de “ah esses não irão morrer nunca” não existe.
No lugar da CTU tivemos o FBI. A agente Renee Walker entrou muito bem na série e teve importante participação até o final. Com o passar do tempo ela acaba sendo moldada por Jack e, por pouco, não pirou tal qual o agente mais compatriota que os Estados Unidos já tiveram. Bauer ganha até pro Capitão América, na moral.
O resultado final é que a penúltima temporada da série fechou tudo com chave de ouro, o lance do vírus a que Jack foi exposto causou muita tensão. E claro, ver novamente toda a beleza de Kim Bauer foi mais do que reconfortante.
Não devo demorar tanto para terminar a oitava temporada que, de antemão, posso afirmar que estou gostando ainda mais. Como já diria um grande amigo meu: “Jack Bauer uoooooooohhhhhhhhhhh”!
[True Blood] – Fresh Blood (S03E11)
Aug 31st
Antes de comentar sobre este que foi o 11º episódio desta 3º temporada de True Blood, deixa eu lhe fazer uma pergunta: Está preparado para esperar até o dia 12 de setembro para ‘season finale’ da série? Sim, já estamos perto do fim e esse pequeno hiato vai ser difícil.
Fresh Blood – Temporada 3, Episódio 11
Mais um episódio cheio de nuances mas com índice de empolgação não tão alto. Novamente, como foi a tônica desta terceira temporada, Eric toma as rédeas como personagem principal, ainda que Russell continue sensacional mesmo estando trilouco. Ele não larga por nada a jarra com os restos de seu amado Talbot, impagável.
Antes de adentrar na parte ‘séria’ deste 11º episódio alguém me explica essa história de Sam Merlotte dar a louca e sair mandando todo mundo pra aquele lugar? Descarregou em seus amigos, seu irmão e funcionários. Toda aquela revelação do seu passado foi suficiente para isso? Não sei, ainda que seja bom alguns personagens darem uma mudada eu gostava mais do Sam ‘bom menino’.
E pela enésima vez peço encarecidamente, alguém dê um fim em Tara. Se eu tivesse que escalar um top 10 com os personagens mais chatos e insuportáveis de seriados ela, sem dúvidas, estaria encabeçando a lista. Até mesmo na cena de sexo com Sam ela estava de sutiã, nem para ficar nua ela se sente à vontade, nem pra isso ela presta.
Na parte ‘fofuxa’ vimos Jessica e Hoyt se acertando de vez. Dizer para uma vampira linda com ela “me beba”, quem curtiria? O problema é que sua mãe deu as caras novamente e parece que já tem um plano para dar um fim nessa história dos dois. A importância para o andamento da série é mínima eu sei, mas tendo Jéssica no meio tá tudo certo.
Lafayette e Jesus depois do uso do V acabaram se desentendendo. O pobre Lafayette continua tendo efeitos colaterais e alucinações assustadoras. Confesso que aquela com seu parceiro me fez pular da cadeira. Só que, sinceramente, a não ser que algo muito interessante surja daí (o que não acredito) eu já cansei. Lafayette era melhor quando era apenas a porra louca de True Blood, tá muito ‘docinho’ agora.
Sookie e Bill no momento “sonho de uma noite de verão” no carro foi bonito e entediante ao mesmo tempo, não sei como dois personagens principais conseguiram se desgastar tanto a ponto de colocar Eric como o mais carismático desta terceira temporada.
Como eu previ nos comentários dos episódios anteriores, a loucura de Russell o cegou e vai mesmo decretar o seu fim. Só espero que tenha uma boa saída para não deixar que Eric se sacrifique para finalmente ter a sua tão sonhada e milenar vingança.
Um episódio que deixou as portas abertas para um desfecho que tem tudo para ser, pelo menos, melhor do que o da segunda temporada.
Próximo Episódio
Como informei no início do post o próximo episódio será o último, com um tempo estendido finalmente veremos como tudo terminará e também descobriremos um pouco do que nos aguarda para a 4º temporada. A HBO publicou um trailer no youtube, dê um saque:
Vai ao ar lá fora no dia 12 de setembro e se chamará Evil is Going On. Calma pessoas, são apenas 2 semaninhas, a gente supera isso!
Karate Kid (2010)
Aug 30th
Karate Kid (Ação, Drama, 2010 – 140 min)
Direção por Harald Zwart com roteiro de Christopher Murphey. Estrelando: Jaden Smith, Jackie Chan, Taraji P. Henson, Wenwen Han, Rongguang Yu, Zhensu Wu, Zhiheng Wang, Jared Minns, Shijia Lü.
Estava extremamente preocupado e desgostoso com essa história de reviver um dos maiores clássicos do cinema que foi “Karate Kid” com Jackie Chan e Jaden Smith. Mas se tem uma coisa que eu não tenho vergonha e nem receio é de reconhecer quando um trabalho é bem feito e, realmente, a nova “versão” têm seus méritos e consegue divertir sem ofender muito o filme original de 1984.
Na trama conhecemos Dre Parker (Jaden Smith) um garoto que se muda com a mãe para a china, lá ele acaba sendo alvo de uns valentões locais dos quais constantemente toma porrada. Ele então conhece um sujeito (Jackie Chan) disposto a ensiná-lo a lutar para um torneio com métodos digamos “diferenciados”.
Troque a cidade e inclua Daniel ‘San’ Larusso e Sr. Miyagi no lugar do jovem Dre e do zelador Sr. Han, mude a arte marcial de Kung Fu para Karatê e veremos que trata-se da mesma coisa, ou seja, a essência é idêntica. Aliás, essa história de manter Karatê no título de um filme que mostra Kung Fu é forçar a barra demais.
O que mais me preocupava de fato era ver Jackie Chan destruindo o inesquecível e icônico personagem de Pat Morita. Apesar de “no frigir dos ovos” (outra expressão que sempre quis utilizar) caber a Chan o mesmo papel, o de instrutor com métodos não muito convencionais, ele não procura ser (e de fato não é) o Sr. Miyagi e isso contribui muito.
Já Jaden Smith mostra que tem muito do sangue de seu pai (Will Smith) nas veias. Ele consegue ser engraçado e mostrar desenvoltura nas cenas de forma impressionante. Muita gente (me coloque neste bolo) torceu o nariz para o garoto mas ele não decepciona. Na ala feminina temos Taraji P. Henson (a mãe de Dre) e Wenwen Han (a chinesinha interesse romântico do menino) fazendo bons papéis também.
O namorico do jovem Dre com a simpática chinesinha (apesar daquela cabeça grande não sei como mas arrumaram uma chinesa muito bonitinha) é mais trabalhado aqui, assim como suas motivações e persistência nos treinamentos. Isso tudo acarreta numa duração mais alongada do que o original. O problema é que acabou dando menos ênfase e importância ao torneio, que foi melhor trabalhado no filme de 1984.
Se você for um daqueles ranzinzas que nunca dão o braço a torcer ou ainda daqueles que acredita que os filmes clássicos são os únicos que valem a pena serem assistidos e todas novas produções são apenas lixos mercadológicos atuais, não terá como gostar do novo “Karate Kid”. Fui ao cinema, tinha sérias restrições a respeito deste ‘remake’ mas fui surpreendido com um belo trabalho, divertido e engraçado na medida certa, com uma trilha sonora excelente e boas atuações.
Abra seu coração e vá ao cinema sem medo de se divertir com um trabalho que nada mais é que uma nova roupagem, atualizada e bem produzida, de um clássico que pode ser apresentado para essa garotada que não nasceu em nossa época. Mesmo sabendo que o original tem seu lugar guardado dentro do meu peito, reconheço que estava errado e admito que trata-se mesmo de um bom filme.
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